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Roger: o maestro do Timão
Contratado junto ao Benfica, em uma troca envolvendo o ex-capitão corinthiano Anderson, Roger, que vislumbrou seu melhor rendimento com o manto alvinegro na conquista do tetracampeonato brasileiro de 2005, quando, na ocasião, além de levantar a taça de campeão, foi, ao lado de Petkovic, do mesmo Fluminense onde ainda é visto como ídolo, eleito melhor meio-campista da competição.
Após uma grave lesão sofrida diante do Vasco, no fim da mesma temporada, ficou alguns meses parado. Recuperado, retornou à equipe no decorrer do Campeonato Paulista de 2006. Dono da camisa 7 corinthiana, mesmo com a sombra de Marcelinho Carioca – eterno dono de tal número. Em busca da titularidade, sofreu com a divisão de holofotes com a contratação de Ricardinho, sem contar a disputa acirrada com Rosinei e Carlos Alberto.
O ano de 2006 parecia desfavorável não só para Roger, mas sim para todo o elenco corinthiano. Com o fervor da parceria e as saídas dos principais destaques da equipe - Carlitos Tevez, Mascherano e Ricardinho, e o afastamento de Carlos Alberto -, Émerson Leão decidiu, e coube a Roger, sob a pressão dos irregulares resultados, carregar uma equipe desmontada e jovem nas últimas rodadas da temporada passada.
O raiar do novo ano, o fim do conturbado relacionamento com a apresentadora Adriane Galisteu – bem ou mal, prejudicou – e os tradicionais sete pulinhos nas ondas da praia carioca trouxeram a Roger a tranqüilidade necessária para tomar a frente da equipe e ser o principal jogador corinthiano em 2007. Com o apoio do elenco, da torcida e, principalmente, do treinador, Roger assumiu o posto e iniciou sua obra de arte.
Corinthians e Ponte Preta, Pacaembu lotado – eu estava lá –, estréia no Campeonato Paulista. Data, platéia e local melhor não havia. Roger Galera Flores, ídolo corinthiano, esqueceu o passado recente e pôs em prática aquele bom e velho futebol que lhe rendeu o título de “Maestro do Timão” pela fiel torcida.
Com uma atuação brilhante, Roger arquitetou as principais jogadas corinthianas na partida. Autor de um gol olímpico, efetivou diversos passes, jogadas ofensivas e lançamentos, sendo um destes para o terceiro gol – de Rosinei, após passe de Christian. Ao lado de Betão, comandou a equipe na partida, sendo ainda útil no setor defensivo. Aplaudido de pé pelos mais de 25 mil corinthianos, concluiu com chave de ouro a estréia do Corinthians, ao lado dos demais atletas, no aguardado e sonhado ano de 2007.
BRUNO ANDRADE
bruno.andrd@hotmail.com
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