Sexta, 9 de fevereiro de 2007

 

 

A cartada final

Após meses de indefinições e acusações de ambos os lados, a “parceria” Corinthians/MSI, que um dia brilhou os olhos da Fiel torcida com grandes reforços e milhões de dólares, e hoje, não consegue ao menos renovar contrato com um garoto de 17 anos – recém promovido das categorias de base -, deve somar, nesta semana, o seu último capítulo: a vinda de Boris Berezovski ao Brasil, fato que promete estremecer os bastidores do Parque São Jorge.

Qual o motivo de sua vinda? Eis que as infinitas perguntas caem sobre meus distantes, porém preciosos pensamentos: assumir o controle da parceria e voltar a injetar investimentos no Corinthians, apoiando assim Dualib? Prolongar a parceria, mas mudar de lado e somar forças com a oposição – Sanchez? Acabar de vez com a parceria e reincidir contrato? E Mr. Kia, por onde será que anda o “Wally iraniano”? Neste momento, toda e qualquer reflexão é válida.

Se a lembrança do passado fizer jus ao presente, tudo indica que Berezovski é a carta na manga de Dualib quanto ao seu futuro na presidência no Corinthians. Investimentos, reforços e até mesmo o “eterno estádio” serão a pauta da ilustre visita do magnata russo. Mais uma novela à vista. Só que esta já presenciamos, e creio que ninguém – muito menos eu - queira revê-la no “Vale a Pena Ver de Novo”.

Enquanto o futuro próximo ainda é incerto, observamos com as mãos atadas o Corinthians desvalorizar seus jovens atletas, contratar jogadores desnecessários, enquanto o valor dos empréstimos dos já contratados não são pagos. E o mais vergonhoso: dirigentes a tapas e berros em uma reunião do conselho. Que Corinthians é este, que conta com ajuda financeira de dirigentes para pagamento de atletas?

Mediante as indefinições internas, deixamos de lado os problemas políticos e focamos olhares para o ambiente futebolístico, a partida diante ao Rio Claro, ontem, no Pacaembu novamente lotado. Partida que soma três pontos como qualquer uma outra, para eterno sofrimento acumulado do invejoso “rival” de domingo. Até porque sigo as palavras da “corinthianissima” Vã Malocca: clássico mesmo é contra o time da colônia italiana, né, não?

BRUNO ANDRADE
bruno.andrd@hotmail.com

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