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Senta que lá vem história
Em meio a tantas surpresas ruins e falsas esperanças, nunca uma comissão administrativa - se assim podemos denominá-la - torceu tanto para a queda de um treinador adversário. Alguém duvida que Dualib e Duprat não combinaram uma pipoquinha esperta para “prestigiar” a partida do Internacional, pela Taça Libertadores? Pois bem, o Inter venceu, o peixe morreu pela própria boca e a pertinente pergunta paira nas maltratadas mentes corinthianas: e agora?
Após ouvir um “não” de Parreira, Paulo Autuori, Renato Gaúcho e, mais recentemente, até de Ney Franco, o Corinthians limita ainda mais seu horizonte em busca do novo treinador. Abel Braga, que de forma honrosa chegou a rejeitar diversas propostas tentadoras na época que comandava a Ponte Preta, seria capaz de negociar um pré-contrato com o Corinthians antes mesmo de desligar-se do Internacional? Se sua contratação era certa, não entendo o porquê de tantas propostas alheias.
Com a visível queda de opções, na atual conjuntura cogita-se até a possível efetivação de Zé Augusto. Com a saída de Émerson Leão e seus contratados, tanto se falou na palavra planejamento que, se insistissem mais alguns anos na mesma, até daria pra acreditar. Vagner Mancini, Péricles Chamusca, Dorival Júnior, Márcio Bittencourt, Tite ou, quem sabe, Cuca – o melhor, na minha opinião. Preparem-se: a metralhadora de propostas volta carregada e a todo vapor.
Enquanto as eternas incertezas prosseguem, o futuro do Corinthians continua nas sujas mãos da dupla Renato Duprat e Ilton José da Costa, vulgo Batman e Robin – as cores de seus uniformes são meras coincidências quanto ao clube para que torcem. A infeliz diferença é que, neste caso, o Pingüim (Dualib) da história está do mesmo lado dos “mocinhos”. Para completar o ciclo de histórias em quadrinhos, só falta mesmo a tão esperada visita do magnata russo ao Brasil. Senta que lá vem história...
BRUNO ANDRADE
bruno.andrd@hotmail.com
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