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Nova democracia corinthiana
Após quatorze anos de falcatruas e péssima administração – em larga escala ocultadas por títulos e parcerias inicialmente positivas – a “eterna” diretoria corintiana controlada por Sir Alberto Dualib (um quase cidadão londrino) enfim inicia sua trajetória rumo a maior distância possível das dependências do Parque São Jorge. Iniciativa tomada pelo Conselho do clube e principalmente abordada pelo já histórico Movimento Fora Dualib.
Com mais de 30 milhões de torcedores espalhados nos quatro pontos do Mundo, o Corinthians não se limita mais a um time de futebol, mas sim se compara a uma fervorosa nação. Uma torcida que carrega consigo o título de Fiel, faça chuva ou faça sol, passe anos ou passe décadas, sempre realiza (e realizará) feitos inéditos. Invasão do Maracanã e crescimento incomum de torcedores num período de mais de 20 anos sem títulos. Duas maravilhas de um passado repleto de glórias.
Comparado ao feito de Sócrates, Casagrande, Biro-Biro, Wladimir e companhia, que unidos promoveram a Democracia Corintiana nos anos 80, a massa alvinegra, engajada em prol da exterminação da “Ditadura Dualib”, venceu mais uma batalha contra o anti-corintianismo, e agora merecidamente vislumbra o mais novo fato vitorioso a ser comemorado na história deste que é e, haja o que houver, sempre será o maior clube do país.
Em meio aos diversos problemas atualmente enfrentados pelo Brasil, a nação corintiana provou que a união voltada aos direitos do cidadão brasileiro em sonhar com melhorias não é impossível, mesmo que a tal seja destinada ao esporte. Nova Democracia, uma grande vitória do popular alvinegro. Parabéns, torcedor corintiano, que faz a diferença e também jus ao verdadeiro ditado de que o Corinthians não é um clube que tem uma torcida, mas sim uma torcida que tem um clube.
BRUNO ANDRADE
bruno.andrd@hotmail.com
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