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OFERECIMENTO
 
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FELIPE MATANO
Mais um colunista da Academia Esportiva
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22 de Janeiro de 2010
Até quando o marketing é benéfico?
Marketing. Uma palavra que virou febre nos clubes brasileiros. Os dirigentes descobriram que o torcedor não é apenas aquele que compra seu ingresso, canta e vibra dentro do estádio. Ele é, acima de tudo, um consumidor que dá lucro aos cofres das agremiações. De alguns anos para cá, tudo vem sendo feito para agradar os diversos gostos dos adeptos.
Mas até que ponto colocar o marketing em primeiro lugar é benéfico para os clubes? Vou pegar o exemplo do Corinthians. Temos um clube que tem a segunda maior torcida do Brasil, que é chamada de “Fiel” e apaixonada pelo seu time. De algum tempo para cá, o marketing corinthiano está se expandindo muito. Lançamentos das camisas comemorativas, das excelentes lojas “Todo Poderoso”.
Porém, a maior ação de todas, querendo ou não, foi a contratação do Ronaldo Fenômeno. Um craque de nível internacional, três vezes eleito o melhor do mundo pela FIFA, duas vezes campeão mundial pela seleção. Estava se recuperando de lesão? Sim. Estava muito acima do peso? Com certeza. Mas nada disso impediu do alvinegro ter um aumento significativo de seu poder de mídia no Brasil – que já era muito grande – e, sobretudo, no mundo.
Ronaldo veio com uma festa enorme de recepção, milhares de camisas vendidas, títulos do Paulistão e da Copa do Brasil... Tudo era festa, mas os meses iam passando e nada do Timão atingir a grande meta: conquistar o maior patrocínio do país e, principalmente, conseguir também das mangas e calções para dar uma grande fatia ao atacante.
A única solução vinha sendo os patrocínios temporários, que deram muito mais lucro aos patrocinadores do que ao próprio clube. A operadora de cartões de crédito Visa que o diga, patrocinando o time no clássico contra o Palmeiras, onde Ronaldo marcou seu primeiro gol e a imagem rodou todo o planeta, com seu logo no peito do jogador, pagando “apenas” 500 mil reais.
A agonia acabou quando a BR Foods e o Grupo Sílvio Santos fecharam com o time por aproximadamente 28 milhões de reais, mas não foi o suficiente para segurar a maioria dos componentes da “espinha dorsal” do time, que eram Cristian, André Santos e Douglas. Com um time desmantelado e a Libertadores garantida, o Corinthians foi disputando o Brasileirão aos trancos e barrancos, terminando no meio da tabela.
Eis que chega 2010, o ano do centenário corinthiano. Além de todas as ações previstas para este ano, a torcida ganhou mais um presente: o lateral-esquerdo Roberto Carlos. A idade? 36 anos. A experiência é a grande marca do Corinthians nesta temporada. Dos onze titulares, sete já passaram dos trinta anos.
Apesar de terem investido em nomes de peso, faltou qualificar o elenco. Do meio para frente, está bem montado, mas o problema é na zaga. Será que Paulo André e Renato são alternativas aos titulares Chicão e William? E Escudero pode substituir Roberto Carlos, quando este estiver sendo poupado? Aí o problema é com o Mano Menezes. Para o marketing, o importante é lucrar.
O COLUNISTA: Felipe Matano foi dono do blog Na Jogada e correspondente do site Bola Rolando.
E-MAIL: felipe.matano@gmail.com | Twitter do Colunista
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