Lutadores podem salvar — Roman Reigns está de volta ao topo. O Campeão Mundial dos Pesos Pesados recuperou o trono e, com ele, veio a sensação inevitável de que The Bloodline está prestes a dominar a WWE de novo por um longo tempo. Quem acompanha o produto da federação americana há alguns anos sabe exatamente o que isso significa: manipulação, controle e, cedo ou tarde, Jimmy e Jey Uso sendo puxados de volta para a teia do seu primo. É um ciclo que já vimos se repetir, e confesso que fico com o estômago revirado só de pensar na possibilidade.
Neste artigo:
- A HISTÓRIA QUE NÃO PODE SE REPETIR
- CODY RHODES E O PESO DE SER CAMPEÃO
- SAMI ZAYN E A DÍVIDA EMOCIONAL
- A CARTA SELVAGEM
- KEVIN OWENS E O CAOS ÚTIL
- SETH ROLLINS E O ARQUI
- O QUE A WWE PRECISA ENTENDER
- A QUESTÃO DO TIMING
A HISTÓRIA QUE NÃO PODE SE REPETIR
Durante anos, os Usos foram a espinha dorsal do império de Roman Reigns. Eram os soldados fiéis, os executores das ordens do “Tribal Chief”, e qualquer tentativa de independência era sufocada com aquela mistura de ameaça velada e chantagem emocional que Roman domina como ninguém. Quando Jimmy e Jey finalmente se separaram do Bloodline, foi um dos momentos mais catárticos que o wrestling americano entregou nos últimos anos. A torcida explodiu. As pessoas que tinham acompanhado aquela novela toda sentiram aquilo na pele. Seria um crime narrativo desfazer esse trabalho agora.
Mas a WWE tem histórico de repetir fórmulas que funcionaram. E Roman como vilão com os Usos ao seu lado funcionou muito bem. O risco é real. Por isso, é importante pensar em quem, dentro do elenco atual, teria capacidade de intervir nessa dinâmica e proteger a trajetória dos Usos como personagens autônomos. O cenário envolvendo lutadores podem salvar segue em evolução. Sobre lutadores podem salvar, vale acompanhar os próximos capítulos.
CODY RHODES E O PESO DE SER CAMPEÃO
O primeiro nome que vem à cabeça é Cody Rhodes. O Campeão WWE tem uma relação complexa com Roman Reigns que vai além de disputas por cinturões. Cody representa exatamente o oposto do que Roman prega: a meritocracia, o esforço individual, a narrativa do cara que saiu pela porta dos fundos e voltou pela porta da frente. Se os Usos estiverem no meio de alguma pressão do Bloodline renovado, Cody tem toda a credibilidade narrativa para ser o cara que estende a mão.
Há também o fator de que Cody já mostrou que não tem medo de confrontar Roman de frente. Ele foi lá duas vezes, perdeu uma, ganhou outra. Sabe o que é estar debaixo do peso daquele personagem. Me parece que uma aliança entre Cody e os Usos, mesmo que temporária e tensa, seria ouro narrativo. A WWE precisaria ser louca para não explorar isso. O cenário envolvendo lutadores podem salvar segue em evolução.
SAMI ZAYN E A DÍVIDA EMOCIONAL
A situação de lutadores podem salvar merece atenção dos torcedores.
Agora, se você quer falar de vínculo emocional com os Usos, o nome de Sami Zayn aparece antes de qualquer outro. A história dele com Jimmy e Jey foi construída ao longo de meses com uma paciência que raramente se vê no wrestling atual. Sami foi aceito como membro honorário do Bloodline, traiu o grupo para proteger seus amigos, levou pancada, ficou do lado certo no momento certo.
Essa relação cria uma responsabilidade mútua. Se Roman começar a apertar o cerco sobre os Usos de novo, Sami seria o primeiro a perceber e o primeiro a agir. Tem algo genuíno ali que o roteiro criou, e jogar fora seria um desperdício absurdo. A química entre Sami e os Usos dentro e fora dos ringues é visível. Seria fácil de executar, teria respaldo da torcida, e faria sentido dentro da continuidade da história. A situação de lutadores podem salvar merece atenção dos torcedores.
A CARTA SELVAGEM
SOLO SIKOA –
Esse é o caso mais interessante e mais imprevisível. Solo Sikoa é sangue do sangue. É família. Mas a relação dele com Roman Reigns nunca foi de submissão total, pelo menos não da mesma forma que era com Jimmy e Jey. Solo tem ambição própria. Isso ficou evidente em momentos onde ele claramente queria mais do que o papel de guarda-costas silencioso. Sobre lutadores podem salvar, vale acompanhar os próximos capítulos.
A dinâmica possível aqui é fascinante: e se Solo decidisse que a melhor forma de proteger os Usos fosse confrontar o próprio Roman? Ou então, num caminho ainda mais sinuoso, e se Solo tentasse recrutar Jimmy e Jey para um Bloodline sob sua liderança, sem Roman? A WWE explorando essa rivalidade interna dentro da própria família seria um nível de complexidade que o produto atual raramente alcança. Torço para que os roteiristas tenham coragem de ir por esse caminho. Sobre lutadores podem salvar, vale acompanhar os próximos capítulos.
KEVIN OWENS E O CAOS ÚTIL
Kevin Owens é o tipo de personagem que aparece quando o caos é necessário. Não é herói, não é vilão declarado, é aquele sujeito que age por interesse próprio mas que, às vezes, esse interesse bate com o que é certo. A rivalidade dele com Roman Reigns já rendeu material excelente. KO sabe como incomodar o Tribal Chief de um jeito que poucos conseguem.
Se os Usos precisarem de alguém que vá de frente sem se importar com as consequências, Owens é o candidato natural. Ele já enfrentou Roman quando estava em desvantagem numérica. Já absorveu pancada de todo o Bloodline. E sempre voltou. Tem algo de teimosia persistente no personagem de KO que funciona perfeitamente como contraponto à autoridade calculada de Roman. Uma aliança improvisada entre Owens e os Usos teria aquela energia caótica que é divertida de assistir. O cenário envolvendo lutadores podem salvar segue em evolução. O cenário envolvendo lutadores podem salvar segue em evolução.
SETH ROLLINS E O ARQUI
RIVAL ETERNO –
Seth Rollins e Roman Reigns têm uma história que começa no The Shield e nunca realmente terminou. São dois lados da mesma moeda que se repelem. Rollins, nos últimos anos, encontrou um equilíbrio entre o cara que faz coisas questionáveis e o cara que, quando a ficha cai, faz a coisa certa. Não sempre. Mas às vezes.
O que Rollins traz para essa equação é experiência e credibilidade de luta. Ele consegue estar no mesmo nível de Roman dentro do ringue de uma forma que poucos conseguem. Se os Usos precisassem de um aliado que pudesse segurar Roman de igual para igual, Seth seria o nome. Tem também um elemento de ironia agradável: o cara que ajudou a destruir a carreira de tanta gente sendo o protetor dos Usos. O wrestling vive desses paradoxos. A situação de lutadores podem salvar merece atenção dos torcedores.
O QUE A WWE PRECISA ENTENDER
A situação de lutadores podem salvar merece atenção dos torcedores.
O ponto central de tudo isso é que a jornada de independência dos Usos tem valor. Jimmy e Jey passaram por muita coisa para chegar onde estão como personagens que conseguem existir fora da sombra de Roman. Isso não aconteceu da noite pro dia. Foi construído tijolo por tijolo, às vezes de forma dolorosa, às vezes de forma emocionante.
Botá-los de volta sob o controle de Roman seria um retrocesso que a torcida dificilmente aceitaria com boa vontade. A memória dos fãs de wrestling é seletiva, mas traições narrativas ficam. Pessoas ainda ficam bravas quando lembram de certas decisões criativas que desfizeram anos de desenvolvimento de personagem. A WWE não precisa cometer o mesmo erro. Sobre lutadores podem salvar, vale acompanhar os próximos capítulos.
O elenco tem material. Tem gente capaz de criar histórias interessantes ao redor dos Usos que não dependam de Roman como força gravitacional central. Os cinco nomes que levantei aqui são apenas o começo. A federação tem profundidade de elenco suficiente para criar novas rivalidades, novos conflitos, novos alinhamentos que preservem o que foi construído.
A QUESTÃO DO TIMING
Sobre lutadores podem salvar, vale acompanhar os próximos capítulos.
Com Roman de volta como campeão, a pressão narrativa sobre o restante do elenco aumenta. Quando o principal vilão é o campeão, todo mundo orbita ao redor dele de alguma forma. Os Usos vão cruzar o caminho de Roman mais cedo ou mais tarde, é inevitável. A questão é como esse encontro vai acontecer. O cenário envolvendo lutadores podem salvar segue em evolução.
Se a WWE jogar essa carta com inteligência, pode ser um dos melhores momentos de wrestling do ano. Os Usos, fortalecidos por aliados que acreditem neles, enfrentando Roman numa batalha que não é só física mas também sobre quem tem razão, sobre o que significa ser família, sobre quanto vale a lealdade de sangue quando o sangue em questão só quer dominar. Essa história escreve a si mesma.
Mas se jogarem mal, se apressarem, se capitalizarem no nosso reconhecimento de que o Bloodline funcionou antes e tentarem replicar a fórmula sem entender por que ela funcionou, vai ser frustrante de assistir. Roman como campeão é emocionante. Roman como campeão com os Usos de volta na mão dele seria um sinal de preguiça criativa que a WWE não pode se dar ao luxo de exibir agora.
O futebol tem uma expressão que funciona aqui: time que está ganhando não se mexe. Mas às vezes o time precisa se mexer justamente porque o adversário já decifrou a fórmula. Os fãs de wrestling decifraram o Bloodline. A resposta certa é evoluir, não repetir. O cenário envolvendo lutadores podem salvar segue em evolução.
Fonte oficial: NFL




