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Brasileirão

Bap questiona empréstimo da Crefisa ao Vasco e exige transparência na liga

24 de abril de 2026 às 04:01Ivan Alves5 min de leitura

O CONTEXTO DO DEBATE

Bap questiona empréstimo —

Neste artigo:


O futebol brasileiro está num daqueles momentos em que as discussões fora de campo importam tanto quanto o que acontece dentro dele. A criação de uma liga nacional, assunto que arrasta há anos sem resolução, ganhou mais um capítulo quente nesta quinta-feira (23), quando Luiz Eduardo Baptista, o Bap, presidente do Flamengo, subiu ao palco da segunda edição do CBC & Clubes Expo, em Campinas, e jogou pesado. Falou sobre a liga, sobre transparência, sobre o empréstimo de R$ 80 milhões da Crefisa ao Vasco, e deixou no ar uma pergunta incômoda que todo mundo deveria estar fazendo. Sobre bap questiona empréstimo, vale acompanhar os próximos capítulos.

BAP DEFENDE A LIGA, MAS COM CONDIÇÕES


Antes que alguém torça o nariz achando que o Flamengo quer travar o processo, é bom entender o que Bap disse de verdade. O presidente rubro-negro foi categórico: o clube apoia a criação de uma liga nacional. Ele até usou números para defender o argumento. “A liga pode duplicar ou triplicar o valor do dinheiro do futebol no Brasil”, afirmou, e convenhamos, não está errado. A Premier League é o exemplo mais citado, mas até ligas menores europeias avançaram absurdamente depois de se organizar de forma independente. O ponto de Bap é outro. O problema, segundo ele, está em como essa liga será estruturada. Sem regras claras, sem transparência nos acordos e sem proteção contra conflitos de interesse, a liga pode virar um problema maior do que a bagunça atual. O cenário envolvendo bap questiona empréstimo segue em evolução.

E daí veio a bomba.

O EMPRÉSTIMO QUE LEVANTA SUSPEITAS


Bap citou diretamente o empréstimo de R$ 80 milhões feito pela Crefisa ao Vasco da Gama. A Crefisa, para quem não lembra, é a mesma empresa que financia o Palmeiras há anos. Um clube empresta dinheiro ao rival de outro clube que a mesma financiadora apoia. Parece confuso? Pois é porque é mesmo.

A questão central que Bap levantou foi a garantia exigida nessa operação. “Qual instituição financeira empresta dinheiro e pede como garantia o título da dívida? Se eu fosse banqueiro, pediria um ativo real, como São Januário. Quem pede ações da SAF como garantia talvez queira assumir a SAF”, disse o presidente do Flamengo. A situação de bap questiona empréstimo merece atenção dos torcedores. O cenário envolvendo bap questiona empréstimo segue em evolução.

Confesso que essa pergunta me parou. Bap tem razão no ponto técnico. Qualquer pessoa que já fez um financiamento sabe que banco pede garantia real: imóvel, veículo, ativo tangível. Pedir ações de uma SAF como garantia é uma operação que, no mínimo, merece explicação detalhada. Se a Crefisa já está ligada ao Palmeiras e agora tem as ações do Vasco como garantia de um empréstimo, o que impede que, em caso de inadimplência, ela assuma controle acionário do clube carioca? Aí a coisa fica feia de verdade.

A QUESTÃO DA PROPRIEDADE CRUZADA


Esse é o ponto mais delicado de toda a discussão. Bap usou o termo “propriedade cruzada” para descrever o risco que enxerga nessa operação. Tanto a legislação brasileira quanto normas internacionais, incluindo regras da FIFA e de confederações, proíbem que um mesmo grupo tenha influência determinante em mais de um clube na mesma competição. O motivo é óbvio: integridade esportiva. A situação de bap questiona empréstimo merece atenção dos torcedores.

Imagine o Palmeiras e o Vasco disputando um jogo em que o resultado interfere diretamente na classificação de ambos, sendo que a mesma empresa tem laços financeiros com os dois. Mesmo que não haja nenhuma interferência direta, a simples existência dessa relação já contamina qualquer resultado. O futebol já tem problemas sérios de credibilidade no Brasil. Adicionar uma camada de conflito de interesse desse tamanho seria um presente para os que não acreditam no esporte. Sobre bap questiona empréstimo, vale acompanhar os próximos capítulos.

O Vasco e o Palmeiras, por sua vez, já reagiram. Dirigentes dos dois clubes criticaram a postura de Bap nos últimos dias, acusando o presidente do Flamengo de usar o discurso de transparência como desculpa para dificultar acordos que não beneficiam o clube rubro-negro. É uma crítica que precisa ser levada em conta, porque o Flamengo não é exatamente um clube sem interesses próprios nessa briga. Mas uma coisa não anula a outra. A pergunta sobre as garantias do empréstimo da Crefisa ao Vasco permanece sem resposta satisfatória.

O FLAMENGO NÃO É SANTO, MAS A PERGUNTA É VÁLIDA

Sobre bap questiona empréstimo, vale acompanhar os próximos capítulos.

Vou ser direto aqui. Ninguém é ingênuo a ponto de achar que o Flamengo age apenas pelo bem do futebol brasileiro. O clube tem interesses financeiros enormes em qualquer formatação de liga. Com a maior torcida do país e receitas que deixam a maioria dos rivais no chinelo, o Flamengo quer garantir que qualquer nova distribuição de dinheiro não corroa sua vantagem competitiva.

Mas sabe o que é interessante? Mesmo reconhecendo esse interesse, as perguntas que Bap fez continuam sendo legítimas. Transparência em acordos financeiros que envolvem clubes de futebol não deveria ser exigência apenas do presidente do Flamengo. Deveria ser exigência da imprensa, dos torcedores, dos órgãos reguladores. O fato de ser Bap a levantar a questão não torna a questão errada. O cenário envolvendo bap questiona empréstimo segue em evolução.

A torcida do Vasco merece saber exatamente quais são os termos do empréstimo da Crefisa. O que a empresa recebe em troca? Quais são as condições de inadimplência? O que acontece com as ações da SAF se o Vasco não honrar os pagamentos? São perguntas simples que deveriam ter respostas públicas. O cenário envolvendo bap questiona empréstimo segue em evolução.

O ALERTA SOBRE AS SAFs –

Bap também tocou num ponto que me parece ter passado despercebido por boa parte da imprensa. O presidente do Flamengo fez um alerta sobre o modelo das Sociedades Anônimas do Futebol, as SAFs. A lei que criou esse modelo no Brasil foi celebrada como revolução, e em alguns casos trouxe resultados positivos, mas o modelo também abriu brechas que podem ser exploradas por agentes que enxergam o futebol apenas como oportunidade de negócio.

When you have a financier with ties to one club buying debt from another as collateral… espera, deixa eu traduzir meu próprio pensamento para o contexto brasileiro. Quando uma financiadora ligada a um clube adquire dívida de outro clube como garantia, o risco de conflito de interesse é real e imediato. A SAF foi pensada para trazer profissionalismo e capital privado ao futebol. Mas capital privado sem regulação adequada pode transformar clubes centenários em ativos financeiros sem nenhum compromisso com a história ou com a torcida. A situação de bap questiona empréstimo merece atenção dos torcedores. A situação de bap questiona empréstimo merece atenção dos torcedores.

GRAMADO NATURAL E O DETALHE QUE POUCOS NOTARAM


No mesmo evento, Bap voltou a defender o uso de gramado natural nos estádios. Pode parecer um assunto menor perto do debate sobre a liga, mas tem uma lógica por trás. O gramado sintético virou opção de alguns clubes por questões de custo e manutenção, mas há discussões sérias sobre o impacto na qualidade do jogo e, principalmente, no risco de lesões. Bap insiste que o futebol de alto nível precisa ser jogado no grama natural, e essa posição alinha o Flamengo com a tradição das grandes competições europeias.

É um debate que vai continuar, especialmente à medida que mais estádios no Brasil considerem a transição para o sintético. Sobre bap questiona empréstimo, vale acompanhar os próximos capítulos.

O QUE VEM PELA FRENTE

Sobre bap questiona empréstimo, vale acompanhar os próximos capítulos.

A liga nacional ainda não existe, e cada vez que um presidente importante como Bap sobe num palco e joga críticas ao modelo em discussão, o processo atrasa mais um pouco. Me parece que existe uma combinação tóxica de interesses cruzados, desconfiança mútua entre os clubes grandes e ausência de um árbitro neutro e respeitado para mediar as negociações.

A CBF não tem autoridade moral para liderar esse processo depois de anos de descrédito. A Liga de Clubes, que foi criada justamente para suprir essa lacuna, ainda patina na hora de alinhar os interesses de Flamengo, Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Atlético Mineiro e os demais. Cada clube chega à mesa olhando para o próprio bolso, o que é compreensível, mas torna qualquer acordo coletivo um exercício de paciência hercúlea. O cenário envolvendo bap questiona empréstimo segue em evolução.

Bap saiu de Campinas tendo plantado uma semente de dúvida sobre o empréstimo da Crefisa ao Vasco. Se essa dúvida vai gerar investigação, transparência e respostas, ainda não sabemos. O que sabemos é que perguntas sem resposta costumam voltar mais tarde, geralmente num momento muito mais inconveniente para quem preferiu ignorá-las.

O futebol brasileiro merece uma liga forte, bem estruturada e com regras claras. Mas para chegar lá, vai precisar de muita conversa honesta, menos politicagem de bastidor e, acima de tudo, transparência nos acordos que estão sendo feitos agora, antes mesmo de a liga existir. Porque se ela nascer podre, nenhum volume de dinheiro vai consertar o problema. O cenário envolvendo bap questiona empréstimo segue em evolução.

Fonte oficial: Premier League

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