Watkins decide fora — Uma noite europeia dessas é difícil de esquecer. O Aston Villa foi até Bologna, uma das cidades mais apaixonadas pelo futebol na Itália, e voltou para a Inglaterra com uma vantagem confortável na chave das quartas de final da Liga Europa. Ollie Watkins marcou duas vezes, o Bologna esboçou reação mas não conseguiu reverter o placar, e o resultado final de 2 a 1 coloca o time de Unai Emery numa posição muito boa antes do jogo de volta em Birmingham.
Neste artigo:
- O CONTEXTO DA PARTIDA
- WATKINS, O CARRASCO
- O AMBIENTE NO ESTÁDIO
- A TÁTICA DE EMERY
- BERNARDESCHI E O PROBLEMA DO BOLOGNA
- O QUE ESPERAR DO JOGO DE VOLTA
- PROJEÇÃO FINAL
O CONTEXTO DA PARTIDA
O Bologna chegou a esse confronto carregando uma confiança enorme. O time italiano eliminou a Roma nas oitavas de final, e quem assistiu àqueles jogos sabe que foi dominante em boa parte do tempo. Federico Bernardeschi foi o nome da festa naquela fase, com gols em ambas as partidas. O argentino naturalizado italiano vive uma curiosa dualidade nessa temporada: no Campeonato Italiano mal aparece, com apenas dois gols, mas na Liga Europa virou artilheiro do clube, com cinco tentos em toda a competição. Esse tipo de jogador que acorda especialmente em noites europeias é sempre um perigo, e o Villa precisava ter atenção redobrada com ele.
A equipe de Unai Emery, por sua vez, chegou a Bologna com a consciência de que joga melhor fora de casa do que muita gente imagina. O técnico espanhol tem uma habilidade quase clínica de preparar times para jogos de fora, sabendo quando pressionar e quando recuar. Me parece que essa capacidade tática dele é subestimada no Brasil, onde o Villa não tem tanto espaço na mídia. Mas quem acompanha a Liga Europa de perto sabe que Emery é praticamente o maior especialista da competição em toda a história, e ele não está lá por acaso. Sobre watkins decide fora, vale acompanhar os próximos capítulos.
WATKINS, O CARRASCO
Falar de Ollie Watkins é inevitável quando o Aston Villa performa bem. O centroavante inglês tem uma característica que poucos atacantes da Premier League possuem de forma tão acentuada: a capacidade de aparecer no momento certo, no lugar certo, sem desperdiçar movimentação inútil. Confesso que durante muito tempo não entendia completamente o hype em torno dele, achava que era mais um produto do marketing inglês. Mas noites como essa em Bologna mudam perspectivas. O cenário envolvendo watkins decide fora segue em evolução.
Os dois gols de Watkins não foram fruto do acaso. Foram consequência direta de uma movimentação precisa, da disposição de atacar o espaço entre os zagueiros e de uma frieza na finalização que jogadores mais jovens demoram anos para desenvolver. O Bologna tentou marcá-lo, tentou anular sua influência, mas o atacante sempre encontrou um jeito de aparecer. Dois gols fora de casa numa quartas de final europeia é um currículo e tanto para levar na mochila de volta para casa.
O AMBIENTE NO ESTÁDIO
A torcida do Bologna fez o que pode. O Renato Dall’Ara, estádio histórico da cidade, fervia antes do apito inicial. O DJ tocou o hino do clube, a atmosfera estava carregada, e quando o Villa entrou em campo havia uma tensão palpável no ar. Esse tipo de ambiente intimidador é exatamente o que o Villa precisava superar para sair com um resultado positivo, e superou.
O problema para a torcida italiana foi que o gol do Bologna, que até poderia ter acendido a esperança de uma virada, chegou tarde demais e não foi suficiente para mudar o rumo da noite. Deu para sentir a frustração nas arquibancadas. Quando um time da casa sofre dois gols numa partida europeia eliminatória, a torcida já sabe que o desafio ficou muito mais difícil. O que estava para ser uma noite de celebração virou uma noite de lamentação. A situação de watkins decide fora merece atenção dos torcedores.
A TÁTICA DE EMERY
Unai Emery é o tipo de treinador que não costuma surpreender taticamente, mas que executa seus planos com uma eficiência desconcertante. Contra o Bologna, o Villa saiu para jogar, não ficou atrás esperando o contragolpe como muita gente esperava de um time visitante. Essa postura agressiva desequilibrou o adversário nos momentos mais importantes da partida. Sobre watkins decide fora, vale acompanhar os próximos capítulos.
O time inglês pressionou a saída de bola dos italianos com intensidade suficiente para forçar erros, e aproveitou bem os espaços que o Bologna deixou ao tentar construir pelo meio-campo. A linha de quatro do Villa ficou bem posicionada na maior parte do tempo, e o trabalho dos meias ao pressionar a transição do Bologna foi fundamental para que os gols de Watkins chegassem em condições favoráveis. Emery claramente estudou o adversário com cuidado.
BERNARDESCHI E O PROBLEMA DO BOLOGNA
O cenário envolvendo watkins decide fora segue em evolução.
A dependência do Bologna em relação a Bernardeschi na Liga Europa é um problema a médio prazo, mas na prática do jogo o que importa é que o jogador entrega quando é chamado. Mesmo com o time sofrendo a derrota, Bernardeschi foi um dos mais ativos da equipe italiana, tentando criar, aparecer entre as linhas, incomodar a defesa do Villa.
O problema é que quando você depende demais de um único criador, o adversário consegue planejar melhor como neutralizá-lo. Emery certamente estudou o histórico de Bernardeschi na competição, e o Villa fez um trabalho de marcação razoavelmente consistente para minimizar o impacto dele. Não conseguiu neutralizá-lo por completo, porque o jogador ainda participou de momentos importantes, mas impediu que ele fosse o fator decisivo como havia sido contra a Roma. A situação de watkins decide fora merece atenção dos torcedores.
O QUE ESPERAR DO JOGO DE VOLTA
Agora o Bologna vai para Birmingham precisando vencer por dois gols de diferença para avançar, ou por pelo menos dois gols de vantagem para forçar a prorrogação. É um desafio enorme para qualquer time, especialmente para jogar fora de casa em um estádio que promete uma atmosfera de tirar o fôlego. O Villa Park vai estar cheio, a torcida do Villa vai empurrar, e o time de Emery vai ter a possibilidade de jogar de maneira mais cautelosa. Sobre watkins decide fora, vale acompanhar os próximos capítulos.
Confesso que é difícil apostar contra o Aston Villa no jogo de volta nessas circunstâncias. Um gol do Bologna no começo da segunda partida muda tudo, porque aí o Villa precisa fazer dois para avançar normalmente. Mas o Bologna precisa fazer isso fora de casa, contra um time bem treinado e confiante. A matemática está muito mais a favor dos ingleses.
O time italiano vai precisar de uma atuação coletiva muito acima da que apresentou nessa primeira partida. Bernardeschi sozinho não carrega o time nas costas durante dois jogos seguidos contra adversários dessa qualidade. Os outros jogadores precisam aparecer, os zagueiros precisam subir nas cobranças de escanteio, o time todo precisa acreditar que é possível. A história do futebol está repleta de viradas que pareciam impossíveis — o Liverpool de 2019 contra o Barcelona é o exemplo mais óbvio — mas essas viradas exigem uma combinação muito específica de talento, coragem e circunstância favorável. O cenário envolvendo watkins decide fora segue em evolução.
A TRAJET��RIA DO VILLA NA COMPETIÇÃO –
O Aston Villa está vivendo uma fase europeia que merece mais reconhecimento do que recebe. O clube ficou décadas longe das competições europeias de ponta, e agora está num patamar em que consegue vencer fora de casa nas quartas de final da Liga Europa sem parecer que foi por acidente. Isso é construção. É um trabalho de anos que Emery está consolidando. A situação de watkins decide fora merece atenção dos torcedores.
A contratação de Watkins, as renovações certas, a filosofia de jogo que o técnico espanhol implementou — tudo isso está gerando resultado numa competição que exige consistência ao longo de muitos meses. Não é todo clube com a tradição do Villa que consegue se reposicionar assim no cenário europeu em tão pouco tempo. Emery merece o crédito por isso.
PROJEÇÃO FINAL
Minha leitura é a seguinte: o Villa tem entre 70% e 75% de chance de avançar para as semifinais. O resultado de 2 a 1 fora de casa é confortável o suficiente para jogar de maneira controlada em Birmingham. Emery vai preparar o time para não tomar gol cedo, e se o Villa balançar as redes uma vez que seja, o Bologna estará praticamente eliminado.
O Bologna tem qualidade para incomodar, especialmente com Bernardeschi inspirado e a torcida italiana do clube viajando até a Inglaterra. Mas as circunstâncias da segunda partida favorecem demais os donos da casa. Watkins vai querer mais gols, a torcida do Villa vai pressionar, e Emery vai ter o tempo da semana inteira para preparar sua equipe para fechar o trabalho. Sobre watkins decide fora, vale acompanhar os próximos capítulos.
Se o Villa avançar — e eu acredito que vai — vai encarar uma semifinal europeia que pode ser o capítulo mais importante da temporada. Para um clube que voltou para a elite não faz tanto tempo, isso não é pouca coisa. É a prova de que o projeto está no caminho certo.
Fonte oficial: UEFA




