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Ney Franco detona SAFs: ‘Estão sendo usadas para dar calote’

29 de abril de 2026 às 10:00Ivan Alves5 min de leitura

Ney franco detona — Ney Franco resolveu falar. E quando um treinador experiente, que já rodou o Brasil inteiro, abre a boca para criticar um modelo que foi vendido como a salvação do futebol nacional, vale a pena ouvir com atenção. Em entrevista à ESPN, o técnico — atualmente livre no mercado após deixar o Al Hussein — foi direto ao ponto e jogou no ventilador a realidade das Sociedades Anônimas do Futebol no Brasil. A conclusão dele não é bonita: na prática, algumas SAFs viraram ferramenta para dar calote em quem trabalhou, suou e ainda está esperando para receber.

Neste artigo:


O QUE NEY FRANCO DISSE


Sem rodeios, o treinador foi objetivo na entrevista: “Vendeu-se a imagem da SAF, que ela salvaria o futebol brasileiro. Na realidade, estamos percebendo que a SAF está sendo utilizada por alguns clubes para dar um calote em profissionais.” Pesado. E o que torna essa declaração ainda mais impactante é o fato de Ney Franco estar falando com autoridade de quem sofreu na própria pele. Segundo ele, dois clubes pelos quais passou adotaram o modelo empresarial e, na virada, praticamente ignoraram os compromissos trabalhistas assumidos anteriormente. “Estou falando isso com propriedade porque têm dois clubes que eu saí e praticamente deram um ‘Tomé’ na gente, devido à questão da SAF”, afirmou o técnico. Tomé, no caso, é uma gíria bem conhecida no futebol: significa dar um calote, deixar pagar na mão.

A PROMESSA QUE NÃO SE CUMPRIU

O cenário envolvendo ney franco detona segue em evolução. Sobre ney franco detona, vale acompanhar os próximos capítulos.

Quando a lei das SAFs foi aprovada, em 2021, o discurso era animador. A ideia central era transformar clubes de futebol em empresas de verdade, com governança, transparência, responsabilidade fiscal e capacidade de atrair investidores. O Botafogo foi o caso de maior repercussão, com John Textor chegando com dinheiro americano. O Cruzeiro seguiu caminho parecido com Ronaldo Fenômeno. O Vasco entrou no modelo também. E a narrativa era sempre a mesma: agora sim, o futebol brasileiro vai se organizar.

O problema é que, como Ney Franco bem observou, a narrativa e a realidade foram em direções opostas em vários casos. Confesso que, lá em 2021, eu mesmo achei que o modelo tinha potencial. A lógica era razoável: transformar associações sem fins lucrativos, historicamente desorganizadas, em empresas com obrigações legais claras. Mas o futebol brasileiro tem um jeito particular de absorver qualquer novidade e distorcer para os próprios fins.

COMO O MECANISMO DO CALOTE FUNCIONA

O cenário envolvendo ney franco detona segue em evolução.

Ney Franco explicou a dinâmica com clareza. Um clube que está devendo — e no Brasil a fila de clubes endividados é longa — cria uma SAF, transfere ativos para a nova empresa e deixa para trás as dívidas antigas. A Justiça brasileira, segundo o treinador, tem passado por cima dos direitos trabalhistas dos jogadores nesses processos. “Um clube que está devendo entra na SAF, praticamente a Justiça brasileira passou em cima dos direitos trabalhistas da maioria dos jogadores”, denunciou. A situação de ney franco detona merece atenção dos torcedores.

Isso não é detalhe. Estamos falando de jogadores que, na maioria dos casos, não são os craques milionários que aparecem na televisão. São atletas de segunda divisão, terceira divisão, categorias de base, comissão técnica. Gente que trabalhou meses, talvez anos, e de repente se vê sem receber porque o clube fez uma manobra societária. Difícil não se indignar com isso.

O QUADRO GERAL DO FUTEBOL BRASILEIRO

A situação de ney franco detona merece atenção dos torcedores.

Ney Franco foi além da questão das SAFs. Ele reconhece que os problemas do futebol brasileiro são mais enraizados do que qualquer modelo de gestão consegue resolver sozinho. E tem razão nisso. O calendário caótico, os direitos de transmissão mal distribuídos, a formação de base deficiente em muitos clubes, a infraestrutura precária dos estádios fora dos grandes centros, a dependência excessiva da venda de jogadores para equilibrar as contas — tudo isso existe independente de o clube ser uma associação ou uma SAF.

Me parece que parte do problema é que a SAF foi anunciada como uma solução mágica quando, na melhor das hipóteses, ela é uma ferramenta. Uma ferramenta que, nas mãos certas e com boa-fé dos envolvidos, pode funcionar. Mas que, nas mãos erradas, vira instrumento de maracutaia. E o Brasil, infelizmente, tem uma tradição longa de transformar instrumentos legítimos em ferramentas de benefício próprio. Sobre ney franco detona, vale acompanhar os próximos capítulos.

NEY FRANCO E A CREDENCIAL PARA FALAR

Sobre ney franco detona, vale acompanhar os próximos capítulos.

Alguns vão tentar desqualificar a fala de Ney Franco perguntando quem ele é para criticar o modelo. A resposta é simples: é um profissional com décadas de carreira, que trabalhou em dezenas de clubes pelo Brasil, que passou por situações concretas de não receber o que era devido. Ele não está especulando. Está relatando o que viveu. Isso tem peso.

A carreira de Ney Franco inclui passagens por Flamengo, onde foi interino em momentos delicados, além de uma longa lista de clubes das séries A, B e C. Recentemente estava no Al Hussein, da Jordânia. Ou seja, é um treinador que, quando não encontra espaço no futebol brasileiro, vai buscar trabalho fora do país. Isso também diz muito sobre a situação do futebol nacional — não sobra espaço nem para técnicos experientes.

O QUE OS NÚMEROS DIZEM

O cenário envolvendo ney franco detona segue em evolução. O cenário envolvendo ney franco detona segue em evolução.

O endividamento dos clubes brasileiros é histórico e assustador. Antes das SAFs, a dívida total dos principais clubes do país já passava de bilhões de reais. Com o novo modelo, esperava-se que esse quadro melhorasse. Em alguns casos melhorou, de fato. O Botafogo conquistou o Brasileirão de 2024, que foi um sinal de que investimento externo, quando feito com seriedade, produz resultado dentro de campo. O Cruzeiro estabilizou as finanças e voltou à elite.

Mas esses são os casos de sucesso que aparecem no noticiário. Existem outros casos, menos glamorosos, onde a SAF virou um mecanismo de reorganização de dívidas que prejudicou exatamente quem mais precisava de proteção: os trabalhadores. A legislação trabalhista brasileira prevê proteção para esses casos, mas, como Ney Franco denunciou, na prática essa proteção tem sido furada.

A RESPONSABILIDADE DO LEGISLATIVO E DO JUDICIÁRIO

A situação de ney franco detona merece atenção dos torcedores.

A lei das SAFs tem lacunas. Isso é fato. O texto original não foi suficientemente claro sobre como tratar as obrigações trabalhistas de clubes que migravam para o novo modelo. E o Judiciário, sobrecarregado e muitas vezes sem especialização em direito desportivo, tomou decisões que acabaram prejudicando trabalhadores. Não é um problema de má-fé dos juízes, necessariamente — é um problema de legislação incompleta sendo aplicada em situações complexas. A situação de ney franco detona merece atenção dos torcedores.

O Congresso precisa corrigir essas falhas. Há projetos em tramitação que tentam fechar essas brechas, mas o futebol não tem a prioridade que merece no debate legislativo. E enquanto isso, jogadores e técnicos continuam amargando calotes com carimbo jurídico.

O FUTURO DO MODELO


Ney Franco foi cuidadoso em não demonizar a SAF por completo. “Dependendo da SAF, ela não é a saída do futebol brasileiro”, disse ele, deixando claro que o modelo pode funcionar, mas depende de quem o opera e com qual intenção. É uma avaliação madura. A SAF não é boa nem ruim por natureza — ela é o que os gestores fazem dela.

O que precisa mudar é o ambiente em que essas empresas operam. Precisa de regulação mais clara, de fiscalização mais rigorosa da CBF e das federações estaduais, de proteção efetiva aos direitos trabalhistas e de um Judiciário mais preparado para lidar com essas questões. Sem isso, o modelo continuará sendo usado tanto para fazer o bem quanto para escapar de obrigações legítimas. Sobre ney franco detona, vale acompanhar os próximos capítulos.

O futebol brasileiro tem uma capacidade impressionante de inovar na teoria e emperrar na prática. A SAF era uma chance real de mudar a lógica de gestão dos clubes. Em alguns lugares, essa chance foi aproveitada. Em outros, foi mais uma manobra para deixar para trás quem trabalhava e nunca recebeu. Ney Franco teve a coragem de dizer isso em público. Agora é torcer para que alguém com poder de decisão ouça e faça alguma coisa a respeito. Sobre ney franco detona, vale acompanhar os próximos capítulos.

Fonte oficial: CBF

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