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Palmeiras 5 x 1 Grêmio (Libertadores 1995)
O jogo da minha vida é simplesmente o jogo em que eu realmente me tornei um palestrino, ou seja, palmeirense roxo. Digo roxo porque eu já era palmeirense, mas era mais por influências de minha família italiana. Me apaixonei de fato pelo Palmeiras, no jogo em que perdemos em pleno Palestra Itália.
O Palmeiras tinha a missão de fazer 5 gols para levar a decisão de classificação para os pênaltis ou fazer 6 gols para eliminar o time gaúcho, que na época era de muitíssima pegada.
Quando chegamos no estádio, eu (12 anos), meu pai e meu irmãozinho (9 anos) ficamos admirados com a nossa torcida, que lotou o Palestra e desde o início incentivava o Verdão honrando o nosso hino: "torcida que canta e vibra". Eu fiquei arrepiado quando o Palmeiras entrou em campo e todos nós cantando o hino do Palmeiras.
Eu, sinceramente, não achava que o Palmeiras conseguiria a classificação, mas meu pai me dizia: "filho, o Verdão vai dar show hoje... Você vai ver!!!"
Logo no início, um balde de água fria: Jardel faz 1 x 0 para o Grêmio! Meu pai não estava acreditando. Eu fiquei totalmente desanimado. Mas, de repente, meu pai grita para a torcida: "vamo cantar, caramba... Vamos cantar... Olê porcoooo, olê porcoooo..." Diversas pessoas o acompanharam no grito de guerra até ficar um coro muito grande. Fiquei olhando para o meu pai e ficava bobo de ver a esperança que ele ainda tinha de virada, era algo meio impossível. Eu não acreditava. Mas cantei junto com a galera: "olê porcoooo, olê porcoooo, olê porcoooo..."
E os gols foram surgindo. Cafu empata na raça. Paulo Isidoro, também na raça, vira o jogo, para delírio da nossa torcida! Paulo Isidoro faz mais um, o terceiro do Palmeiras! E meu pai puxando o coro: "olê porcoooo, olê porcoooo..." Mancuso, na categoria, faz o quarto do Verdão, de pênalti. Cafu, dessa vez, faz na minha frente um golaço! Era o quinto do Palmeiras na partida, aos 40 minutos do segundo tempo! O juiz ergue o braço final da partida: Palmeiras 5 x 1 Grêmio.
As lágrimas corriam de meus olhos. Todos nós estávamos de pé, aplaudindo o time... e cantando o hino do Palmeiras! Meu pai também chorava, e meu irmãozinho pulava feito moleque! Foi ali que me tornei palmeirense mesmo. Perdemos, mas senti que meu coração era de fato verde e branco, porque estava orgulhoso do time. Mancuso jogou sua camisa e meu pai pegou. Temos até hoje!
Portanto esse é o jogo da minha vida! Palmeiras, eternamente.
Autoria: André Leonardo Tesolin
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