.



Publicado em 28 de novembro de 2007

 Usuários online:

  NOSSAS SEÇÕES
  24 Horas
  Papo de Mídia
  Academia Esportiva
  O Jogo da Minha Vida
  Papo Especial
  Áudios e Vídeos
  Podcasts de Domingo
  20 Perguntas
  Papo de Orkut
  Sites Parceiros
  Anuncie Aqui
  Camisetas do PB
  Colabore com o PB

O JOGO DA MINHA VIDA

Juventus 1 x 0 Genoa (Italiano 2007/2008)

Eu poderia ficar aqui horas falando de jogos marcantes da minha vida. Grandes decisões envolvendo Palmeiras ou Juventus, vitórias de times candangos sobre os granes do Brasil... Enfim, são dezenas de jogos que, de alguma forma, marcaram minha vida. No entanto, a maioria desses jogos eu assisti ou pela TV ou num estádio razoavelmente próximo à minha casa. Ou nem vi, mas fiz a festa quando soube do resultado. Então, eu vou falar do dia em que atravessei o Atlântico para ver meu time jogar.

Sigo futebol desde o início dos anos 90. Naquela época, comecei a me familiarizar com as competições nacionais, como o Brasileirão e os campeonatos estaduais. Mas também começaram a me chamar a atenção aqueles jogos que invadiam a minha televisão nas manhãs de domingo e contavam com vários atletas que haviam participado da recém-encerrada Copa do Mundo de 1990. Era o Campeonato Italiano. Não demorou para que aquele esquadrão que vestia camisas brancas e pretas começasse a me chamar a atenção e despertasse em mim a paixão de um torcedor. Claro que me refiro à Juventus, que contava com jogadores como Baggio, Schillaci, Júlio César e tantos outros grandes jogadores no seu elenco, mas que vivia um longo jejum de títulos.

Pouco depois, conheci as emoções dos estádios e, desde então, um projeto surgiu na minha mente de adolescente: ver a Juventus jogar ao vivo. Claro que na época era um sonho muito distante, pois eu era apenas um estudante do segundo grau. Mas um dia teria um emprego, juntaria dinheiro, e iria. E esse dia chegou. No final de 2006, vi que já havia economizado o suficiente para fazer a viagem e ver a Juve ao vivo. Aí foi só escolher o jogo e ir. Acabei escolhendo Juventus x Genoa, por coincidir com as minhas férias e ser um jogo sem grande demanda.

Desembarquei no Aeroporto de Turim no dia 10 de outubro - 11 dias antes do jogo. Teria muito tempo para conhecer a cidade - que, embora pouco visitada por turistas, tem lugares muito bonitos e interessantes - e comprar meu ingresso para o jogo. Além, é claro, de comprar muita bugiganga na loja oficial da Juve. De chaveiros a camisas oficiais.

Na manhã de terça-feira, 16 de outubro, começou a venda de ingressos. Eram poucos bilhetes à venda, então tratei de correr. Não tive problemas para desembolsar 50 euros e adquirir minha entrada.

Nos dias que antecederam o jogo, foi difícil controlar a ansiedade. Algumas perguntas martelavam na minha cabeça: e se desse um problema e o jogo fosse adiado? Tudo o que eu fizera até ali seria jogado ralo abaixo. E minha preocupação não era de todo infundada, pois outras partidas da Juve em casa foram canceladas menos de 24 horas antes do horário previsto para o início.

Quando chegou o grande dia, foi difícil pensar em outra coisa. Estava tão ansioso que, embora o jogo fosse começar às 20h30min, às 15 horas eu já estava no estádio. Tinha mais de cinco horas para esperar - quase nada para quem já havia esperado uma vida. Até que chegou a hora de entrar no estádio. Chegando no lugar para mim reservado, olhei para aquilo tudo com a mesma admiração com que uma pessoa que chega do interior vê a cidade grande. O estádio, embora pequeno, era de longe o mais bonito em que eu já havia estado. Gramado impecável, lugares marcados, com ótima visão do campo... Tudo que um torcedor espera de um estádio. Uma barraca vendia produtos como chocolate quente, muito além do tradicional "cerveja, refrigerante e água" dos estádios brasileiros. Em outra barraca, produtos oficiais da Juventus.

Veio o jogo. Começou morno, sem grandes oportunidades, e parecia condenado a terminar sem ver a rede balançar. Mas, ainda no primeiro tempo, Nedved fez um lançamento milimétrico para Del Piero, que só teve o trabalho de empurrar para as redes. O estádio explodiu. E eu lá no meio, comemorando, gritando... Naquela hora, abri um sorriso enorme, igual ao de uma criança que ganha um brinquedo.

No segundo tempo, a Juve só administrou o resultado. O placar final foi de 1 a 0 mesmo. Apito final do juiz, sonho realizado. Já podia voltar ao Brasil, trazendo comigo fotos, souvenirs da cidade e uma lembrança maravilhosa, que certamente vou contar para meus filhos e netos.

Autoria: Raul Martins Dias

LEIA COLUNAS ANTERIORES

 

PAPO DE BOLA - O SITE Desde 2/6/2003 Jogue junto com este time!
Criação, produção e edição: Edu Cesar - E-mail/MSN: papodebola@gmail.com

.

Este site utiliza o GOOGLE AD SENSE
 

.