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Lance! divulga pesquisa das maiores torcidas do país
Terça, 5 de outubro de 2004
O jornal Lance! divulgou nesta segunda-feira a terceira pesquisa feita em parceria com o Ibope para medir o tamanho das torcidas dos clubes de futebol do Brasil. O primeiro colocado segue sendo o Flamengo, com 33 milhões de torcedores, o que corresponde, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a 18,1% dos 182 milhões de habitantes do país. O Mengão é líder desde a primeira pesquisa do diário esportivo, feita há seis anos, quando tinha 15,5% de preferência. Em 2001, subiu para 16,3%.
Além dele, somente o Corinthians apresentou crescimento de torcida maior que a margem de erro de 1,2 ponto percentual. Logo atrás deles, vem, empatados tecnicamente, São Paulo, Palmeiras e Vasco. O terceiro bloco, com os demais clubes grandes, tem Cruzeiro e Grêmio pela frente. A pesquisa apontou ainda que 22,1% disseram não torcer para nenhuma equipe, índice maior que o do primeiro colocado, o Flamengo. No entanto, a diferença entre ambos caiu mais de 65% desde a primeira pesquisa. Foram ouvidas 7.207 pessoas de todas as regiões do país e que tenham pelo menos dez anos.
Um fato curioso na pesquisa é a falta de relação entre o aumento do número de torcedores e o público presente nos estádios. Um bom exemplo é o Flamengo, primeiro colocado com 18,1% de torcida, mas com média de 10 mil pessoas por jogo nos últimos três Campeonatos Brasileiros. Por sua vez, o Paysandu, 17o. no ranqueamento das torcidas, tem média de quase 16 mil pessoas por jogo. Em Minas Gerais, o Atlético Mineiro, por muitos anos considerado o "clube da massa", perde agora, segundo a pesquisa, por 32,8% a 16,9% no estado para o Cruzeiro.
Um consenso entre especialistas e dirigentes de clubes é que só conquistar títulos não causa aumento de público nos estádios. Assim, conclui-se que o estímulo responsável pela escolha do time age sobre a pessoa até o momento da decisão, e a partir daí, não há mais volta. Isso pode explicar que as torcidas de Santos e Botafogo sejam maiores entre as pessoas com mais de 50 anos, que puderam assistir os maiores craques da história dos clubes, respectivamente, Pelé e Garrincha. Outro fato que reforça a tese de que só conquistar título não leva torcedor ao estádio é o Palmeiras em 2003. Rebaixado à Série B, vivendo o momento mais humilhante de sua história, ainda assim conseguiu boa média de público de quase 15 mil pessoas por jogo.
Outra curiosidade é que, pela primeira vez, as torcidas de Flamengo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Vasco representam, juntas, 50,6% dos habitantes do Brasil, 7,7% a mais que na pesquisa de 1998, a primeira das três feitas pelo Lance! e pelo Ibope. Nesta pesquisa, a marca só era ultrapassada somando-se os três times subseqüentes, Cruzeiro, Grêmio e Santos, o que dava 52,5% da população brasileira. Outros fatores que podem explicar esta polarização entre as cinco agremiações são a consolidação das competições nacionais (Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil) e a preferência das redes de televisão na transmissão dos jogos delas. Isso pode fazer com que, no Brasil, aconteça o fenômeno que predomina há alguns anos na Europa, com poucos times ganhando a maioria dos títulos e a maioria ganhando vez que outra apenas.
As maiores torcidas do país são estas, segundo a 3a. pesquisa Lance!/Ibope: 1) Flamengo, 33 milhões de torcedores; 2) Corinthians, 24 milhões; 3) São Paulo, 13 milhões e 300 mil; 4) Palmeiras, 11 milhões e 800 mil; 5) Vasco, 10 milhões; 6) Cruzeiro, 6 milhões e 700 mil; 7) Grêmio, 6 milhões e 400 mil; 8) Santos, 4 milhões e 900 mil; 9) Internacional, 4 milhões e 700 mil; 10) Atlético Mineiro, 3 milhões e 600 mil; 11) Botafogo, 2 milhões e 700 mil; 12) Fluminense, 2 milhões e 200 mil; 13) Bahia, 2 milhões; 14) Sport e Vitória, 1 milhão e 800 mil cada; 16) Remo, 1 milhão e 300 mil; 17) Paysandu, 1 milhão e 100 mil; 18) Atlético Paranaense e Santa Cruz, 900 mil cada; 20) Seleção Brasileira, 700 mil; 21) Coritiba, 500 mil; 22) Juventude, 400 mil; 23) América Mineiro, 200 mil.
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