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Ronaldo se envolve em escândalo com travestis
EDU CESAR
Editor do Papo de Bola
A segunda-feira de Ronaldo Nazário foi na Polícia. O artilheiro, que está no Rio de Janeiro se recuperando de uma grave lesão, parou na 16ª DP, na Barra da Tijuca, ao se envolver em um rolo com o travesti Andréia Albertine, ou André Luís Ribeiro Albertino, que o acusou de envolvimento com drogas e publicou um vídeo no YouTube para comprovar que é o Fenômeno que está presente. Ronaldo usa uma camisa do Flamengo e ouve-se a voz de André dizer que é "para provar que é você". O jogador teria sofrido uma tentativa de extorsão. A confusão começou depois que Nazário foi a uma boate, na madrugada de domingo para segunda-feira.
O travesti - que "correu da delegacia" no meio do depoimento, segundo o delegado Carlos Augusto Nogueira -, deu entrevistas onde disse que outros dois travestis participaram da noitada, e mostrou um documento de carro em nome do jogador, que o teria deixado como garantia de pagamento. Ronaldo divulgou via assessoria de imprensa um comunicado afirmando que nunca foi usuário de drogas, que nunca teve uma queixa-crime registrada contra ele e que sofreu tentativa de extorsão. Ainda segundo a assessoria, ele divulgará um novo boletim nesta terça-feira e não concederá entrevistas sobre o incidente.
Carlos Augusto contou a versão de Ronaldo. Por ela, o jogador teria contratado o travesti achando que fosse uma garota de programa, e ambos foram a um motel na Barra da Tijuca, onde teria pedido mais duas mulheres para o programa. Ao descobrir que eram travestis e que um deles teria buscado drogas na Cidade de Deus, cancelou o programa e deu R$ 1.000,00 para dois deles. André não teria aceitado o dinheiro e pedido R$ 50 mil para não revelar a história aos jornalistas. Nazário teria se revoltado com a tentativa de extorsão. Na seqüência, a polícia foi chamada. Ele foi sozinho à DP prestar depoimento, segundo o delegado.
O Fenômeno prestou depoimento dentro de seu carro, um Ford Fusion prata. A conversa com o delegado durou cerca de meia hora, pois o jogador temia a chegada da imprensa - o que, de fato, ocorreu, pois mais de 30 jornalistas de diversos veículos de comunicação estavam presentes. Até ligações da Alemanha foram registradas na delegacia. Um inspetor que preferiu não se identificar disse que Ronaldo estava muito abatido e, com as mãos na cabeça, dizia que isso poderia acabar com sua carreira. A entrevista de Carlos Augusto foi concedida apenas quando de seu retorno à DP, às 18h. Ele havia saído cinco horas antes para almoçar.
As autoridades informaram não ter encontrado nenhum entorpecente no quarto do motel onde o jogador estava com os travestis. Sobre o documento do carro de Ronaldo que Andréa detinha, Carlos acredita que um dos motivos da ida de Ronaldo à DP foi para recuperá-lo. Ontem à tarde, outro travesti, chamado Carla, foi depor. O terceiro travesti ainda será ouvido, mas Andréa não será chamado novamente, assegurou o delegado. Nazário também será chamado para depor, em outra data. O registro de ocorrência foi aberto com base em ameaças de lesão corporal (o jogador teria ameaçado agredir os travestis) e ameaça de extorsão.
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