|
|
|
|
Domingo para celebrar 12 campeões estaduais
EDU CESAR
Editor do Papo de Bola
O domingo foi eletrizante nas decisões dos Campeonatos Estaduais. Teve de tudo: surpresa, goleada, confirmação, briga e até ausência de troféu. Confira a seguir:
Carioca: Flamengo se iguala ao Fluminense
Ser campeão é ótimo. Ser campeão e alcançar um grande rival na liderança de conquistas é melhor ainda. Este é o Flamengo, que derrotou o Botafogo por 3 a 1, no Maracanã, e se igualou ao Fluminense com 30 títulos estaduais. Foi uma despedida perfeita para Joel Santana, que vai treinar a seleção da África do Sul.
Após um início truncado - o árbitro Luís Antônio Silva dos Santos deu três cartões amarelos em 10 minutos -, o futebol apareceu. O Fogão, que precisava vencer a todo custo, foi para o ataque contra um Fla recuado. Aos 12, Ibson furou na cara de Renan e perdeu o gol. A resposta veio em cobrança de falta, aos 22. Lúcio Flávio cobrou e Bruno comeu um frango espantoso: Botafogo 1 a 0, placar que forçava a decisão nos pênaltis. Quatro minutos depois, Cristian tentou empatar, mas Renan defendeu.
Joel Santana trouxe para o segundo tempo um Flamengo ousado, trocando os meias Ibson e Cristian pelos atacantes Diego Tardelli e Obina, que formaram um quarteto de atacantes com Marcinho e Souza. E deu certo a mexida: aos 3 minutos, Juan lançou a bola na área e Obina, o ídolo da massa rubro-negra, se abaixou e cabeceou no alvo. Aos 16, Bruno se recuperou do frango e praticou ótima defesa após voleio de Jorge Henrique. No minuto seguinte, Tardelli tentou encobrir Renan, que espalmou para fora.
Em contra-ataque quase mortal, Obina lançou Marcinho, que chutou cruzado. O "quase" ficou por conta de Renan, cujo tapa levou a bola ao travessão. O alvinegro precisava do resultado, mas parava em Bruno, e se viu em maus lençóis aos 30, quando Renato Silva foi expulso. O Mengão tirou proveito disso e, aos 36, Juan fez ótima jogada pela esquerda e serviu Diego Tardelli, que virou o placar. Tardelli, que aos 47 arrancou pela esquerda e cruzou para Obina faturar pela segunda vez e liberar o festerê.
Em 20 jogos, o Flamengo obteve 15 vitórias, 2 empates e 3 derrotas, marcando 46 gols e sofrendo 22.
Paulista: Palmeiras, depois de quase 12 anos
Quase 12 anos depois, o Palmeiras voltou a ser campeão estadual. E foi com tudo: nada menos do que 5 a 0 na Ponte Preta, no Palestra Itália, em São Paulo, deram ao Verdão a vigésima segunda conquista doméstica. Vanderlei Luxemburgo iguala-se a Lula (do Santos da era Pelé) como treinador mais vezes campeão paulista: 8 vezes.
Sérgio Guedes escondeu a escalação da Macaca até os últimos instantes, e saiu jogando com César e Elias, ausentes da primeira final. Mas tudo conspirava a favor do Palmeiras, que abriu o placar aos 19 minutos do primeiro tempo. Leandro cobrou falta na área e Ricardo Conceição acabou marcando contra. Nas arquibancadas, os ponte pretanos trocaram chutes e pontapés com a Polícia Militar. A vantagem foi aumentada aos 34 minutos. Élder Granja cruzou e Alex Mineiro, de "peixinho", fez 2 a 0. Neste momento, a missão dos campineiros ficava praticamente impossível: precisava fazer quatro gols para conquistar o título.
No segundo tempo, os verdes continuaram deitando e rolando, sob gritos de "é campeão!" da torcida - que, na metade do período, brigou com os policiais. Marcos foi ameaçado em apenas duas tentativas de Vicente. O terceiro gol saiu aos 28 minutos, com ele, Valdívia, que recebeu no meio, cortou César e, de pé direito, fuzilou Aranha. Dois minutos depois, o chileno, deitado, passou para Martinez - que, segundo a TV, estava impedido. Ele rolou para Alex Mineiro faturar pela segunda vez. E a terceira veio outros dois minutos depois. Mineiro marcou 15 gols neste Campeonato Paulista, sendo fundamental para o título do Palmeiras. Antes do encerramento, Deda acertou uma bolada em Diego Souza, que revidou, o que causou um princípio de confusão. Os dois foram expulsos.
Em 23 jogos, o Palmeiras obteve 15 vitórias, 4 empates e 4 derrotas, marcando 45 gols e sofrendo 18.
Mineiro: Cruzeiro, um campeão incontestável
80%. Este foi o aproveitamento do Cruzeiro, campeão estadual pela trigésima quarta vez incontestavelmente. E o filme do ano passado não se repetiu. Em 2007, o time havia vencido o Atlético, que havia lhe goleado na ida, praticamente assegurando o título. Desta vez a Raposa não deu chance para o Galo ter um encerramento digno e venceu outra vez. Bem mais magra a vitória, apenas 1 a 0. Mas depois dos 5 a 0 da ida, era mesmo praticamente impossível a festa no Mineirão não ser azul.
Mesmo com tamanho desnivelamento no placar, o primeiro tempo foi movimentado, com o Cruzeiro visitando mais a área do Atlético, seis vezes contra duas. A um minuto, Gérson invadiu a grande área e bateu à direita de Fábio. Aos 5, Marcelo Moreno driblou Leandro Almeida e tentou encobrir Juninho, mas a bola foi para fora. Marques recebeu lançamento de Danilinho aos 19 e bateu rasteiro, mas a bola bateu em Thiago Martinelli e ficou com Fábio. Aos 35, Juninho deteve Wagner, que chutou da esquerda. E aos 38, Jadílson cruzou da esquerda, Juninho tentou cortar mas falhou, e Marcinho não conseguiu concluir em cima da linha.
Na segunda etapa, o Cruzeiro diminuiu o ritmo e assumiu as rédeas do jogo. Da parte do Atlético, a coisa só piorou quando Renan foi expulso aos 23 minutos, ao xingar verbalmente o árbitro após cometer uma falta. Ele já tinha cartão amarelo. O único gol da partida aconteceu aos 30, em jogada de Wagner pela esquerda. Ele cruzou no segundo pau para Marcelo Moreno, de cabeça, faturar. Daí em diante, o pau comeu. Primeiro, Danilinho e Charles se ofenderam e o atleticano deu um tabefe no cruzeirense, sendo expulso. Começou a treta no gramado. Charles foi perseguido pelos alvinegros e, antes da bola voltar a rolar, também foi para o olho da rua.
Em 15 jogos, o Cruzeiro obteve 11 vitórias, 3 empates e 1 derrota, marcando 35 gols e sofrendo 14.
Gaúcho: Fernandão lidera massacre colorado
Foi uma partida inacreditável no Beira-Rio, em Porto Alegre. O Internacional não só reverteu a desvantagem para o Juventude, como aplicou uma goleada para ficar na história e vingar-se com estilo das três derrotas nos três jogos disputados anteriormente e do título vencido pelo Papo em sua casa há dez anos: 8 a 1. A jornada singular do Colorado lhe rendeu o trigésimo oitavo título estadual. É um título especial para Abel Braga, enfim campeão gaúcho após quatro passagens pelo clube.
Houve um equilíbrio nos primeiros minutos, que durou até o primeiro gol, aos 13 minutos do primeiro tempo. Falta cobrada da esquerda e Danny Moraes testou na rede de Michel Alves. Neste momento o jogo ia para os pênaltis. O Inter manteve o ritmo e conquistou a vantagem aos 29. Nilmar fez jogada rápida pela direita e cruzou para Fernandão cabecear de "chuá". O capitão, responsável pelo erro no gol do Juventude na primeira partida, iniciava ali sua fantástica reabilitação. Ele guardou outro aos 32, completando lançamento de Marcão na grande área. Alex, que voltou ao time ontem, bateu falta com perfeição aos 37. 4 a 0 apenas no primeiro tempo.
O Colorado não baixou a guarda na etapa final. Aos 5 minutos, Bustos cobrou falta da direita e Fernandão, de cabeça, foi às redes pela vez terceira, pagando com juros e correção monetária o erro do domingo anterior e lavando a alma com a torcida. Três minutos depois, outra explosão de desafogo: a de Nilmar. Ele completou chute rasteiro de Bustos e marcou seu primeiro gol desde o feito sobre a Internazionale na final da Dubai Cup, em janeiro. Aos 12, o Ju descontou, mas o Inter é que marcou o gol. Índio tentou cortar cruzamento de Ivo e fez o auto-gol. Mas o dia era tão, mas tão vermelho que o zagueiro também deu a volta por cima, completando de cabeça escanteio cobrado aos 32 minutos. Pra fechar com chave de ouro o atropelamento, pênalti em Andrezinho aos 45 minutos e o goleiro Clemer fechou a incrível vitória.
Em 20 jogos, o Internacional obteve 15 vitórias, 2 empates e 3 derrotas, marcando 52 gols e sofrendo 15.
Paranaense: Coritiba, campeão sem taça
Foi por um triz, mas o Coritiba tirou proveito do regulamento para ser campeão. Perdeu por 2 a 1 para o Atlético, mas como havia feito 2 a 0 na ida, deu a volta olímpica na Arena da Baixada - e foi o que restou para celebrar a trigésima terceira conquista doméstica, a primeira depois de quatro anos. Os donos da casa, contrariando determinação da Federação Paranaense, não permitiram que a taça, as medalhas e o pódio fossem levados ao campo de jogo.
Precisando marcar dois gols de diferença para forçar a prorrogação e três de diferença para ser campeão nos 90, o Furacão abriu o placar aos 13 minutos, em cobrança de falta de Netinho na lateral da área. A bola pegou no contrapé o goleiro Edson Bastos, que esperava o cruzamento. Edson deteve cabeçada de Pedro Oldoni, aos 18. A marcação rubro-negra sobre Pedro Ken foi intensa e, desta forma, Keirrison e Thiago Silvy ficaram isolados, sem chance de ameaçar.
No segundo tempo, aos 11 minutos, Marcelo Ramos recebeu de Nei e, olhos nos olhos com Edson Bastos, fez 2 a 0. O resultado provocava mais 30 minutos extras. Mas Henrique Dias, que entrou no decorrer do jogo, não queria saber deles. Aos 19, ele aproveitou indecisão de Vinícius e, de cabeça, marcou para o Coxa, que ficava na frente no placar agregado. Aos 24, Vinícius fez ótima defesa e impediu o empate verde. E aos 37, Henrique Dias perdeu a chance do empate, chutando cruzado para fora.
Em 25 jogos, o Coritiba obteve 17 vitórias, 2 empates e 6 derrotas, marcando 43 gols e sofrendo 16.
Catarinense: 120 minutos até a glória
O Figueirense precisou de 120 minutos para conquistar seu décimo quinto título estadual, o que lhe credencia como maior vencedor de Catarinenses. Jogando no Heriberto Hulse, perdeu por 3 a 1 para o Criciúma nos 90 minutos, o que forçou a prorrogação, pois havia vencido em Florianópolis. Nela, veio a vitória. O Furacão ganhou o caneco pela primeira vez longe do Orlando Scarpelli. O Criciúma ficou com o bi-vice em seus domínios, pois em 2007 havia amargado a derrota em casa para a Chapecoense.
No primeiro tempo, a primeira boa chance foi aos 19 minutos. Luiz André cruzou da direita e Jael cabeceou, mas Wilson pegou. Na resposta, Cleiton Xavier avançou pela direita e bateu cruzado. A bola bateu no travessão e parou no alvo. Furacão do Estreito 1 a 0. O Tigre precisava da vitória e partiu com tudo. Aos 28, Jael cabeceou e errou. Aos 31, Jael e Cláudio Luiz foram detidos por Wilson, que segurou Jael novamente aos 33. Aos 38, Reginaldo Araújo cobrou falta e Cláudio Luiz venceu Wilson: 1 a 1.
Antes do intervalo, Asprilla foi à linha de fundo e serviu Edu Sales, na cara de Zé Carlos. O avante alvinegro conseguiu perder o gol. Aos 13 da segunda etapa, Zulu recebeu na área e virou o jogo para o Criciúma. O Figueirense reclamou demais, alegando impedimento - o que, segundo imagens da TV, aconteceu. O placar foi ampliado aos 31 minutos. Falta cobrada da esquerda e Cláudio Luiz tirou proveito de sua altura e nem subiu para obter sua segunda fatura, a terceira dos donos da casa.
Como bastava uma vitória do Tigre, independente do placar, a prorrogação aconteceu, recomeçando do zero. As ocorrências importantes aconteceram nos 15 minutos finais. Aos 4 minutos, Marquinho serviu Bruno Santos, que cumprimentou Zé Carlos e marcou o gol do título do Figueira. O Tigre precisava empatar para forçar os pênaltis, mas perdeu força a seis minutos do fim, quando Jael recebeu o segundo amarelo, conseqüente vermelho. Mesmo assim, tentou no desespero, sem sucesso.
Em 23 jogos, o Figueirense obteve 15 vitórias, 4 empates e 4 derrotas, marcando 59 gols e sofrendo 31.
Goiano: campeão inédito e o bi-vice
História. O Itumbiara escreveu o maior capítulo da sua no Serra Dourada. 3 a 0 no Goiás rendeu ao Tricolor o primeiro título de sua existência e ao Esmeraldino o bi-vice-campeonato. É um título tão significativo que a prefeitura de Itumbiara decretou: amanhã é ponto facultativo. E haverá desfile dos campeões em carro de bombeiros.
Logo com 4 minutos de bola em jogo, os visitantes saíram na frente. Caíco lançou Basílio, que tocou por cima de Harlei. A bola não ia no gol. Não ia, pois Landu fez ela beijar as redes. A melhor chance verde foi aos 9. Anderson obstruiu Schwenk na área e o árbitro marcou pênalti. O próprio Schwenk acertou a trave e, no rebote, jogou no goleiro Sérgio. A resposta veio aos 16. Caíco lançou Basílio de novo. Desta vez ele mesmo vazou Harlei, chutando rasteiro no canto esquerdo. Aos 43, Schwenk mandou na trave.
No segundo tempo, outro gol recém aos 4 minutos, outro gol do Itumbiara. Caíco passou para Claudemir, que lançou Basílio, que brigou pela bola e chutou rasteiro e colocado, no alvo: 3 a 0 Itumbiara. Neste momento o Goiás precisava virar para 4 a 3 para ser campeão pela melhor campanha. Aos 20, Sérgio deteve cobrança de falta de Paulo Baier. Aos 33, Alex Dias tentou encobrir Sérgio, sem sucesso. E aos 39, os donos da casa perderam Amaral, expulso por falta dura em Wellington Saci.
Só que, se depender do Goiás, o Itumbiara tem de segurar o grito de "é campeão" na goela. Antes da partida decisiva, o clube entrou no TJD com um pedido de punição ao adversário - retirada de seis pontos e multa -, alegando que ele usou irregularmente no primeiro jogo os atletas Dida e Fábio Oliveira. O primeiro ficou no banco de reservas e o segundo deixou o campo com oito minutos de jogo. Uma decisão sobre o pedido esmeraldino deve sair nesta semana.
Em 21 jogos, o Itumbiara obteve 13 vitórias, 4 empates e 4 derrotas, marcando 39 gols e sofrendo 20.
Baiano: cinco gols de diferença decidem a parada
Cinco gols a mais deram ao Vitória o título estadual, em uma rodada final de quadrangular decisivo sensacional. O Leão aplicou 5 a 1 no Itabuna. Ao mesmo tempo, o Bahia também goleava, 5 a 0 no Vitória da Conquista (único dos quatro que dependia apenas das próprias forças para ser campeão). Os dois empataram em 10 pontos, 3 vitórias e saldo 3. O que decidiu a parada foi os gols pró: o rubro-negro marcou 16 e o tricolor marcou 11.
No Armando Oliveira, o Bode jogava pela vitória para ser campeão. Quando o Vitória saiu na frente, a torcida do Bahia pediu para o time entregar o jogo para o adversário. Mas Pantico queria o título, de tal forma que abriu o placar aos 40 minutos do primeiro tempo, finalizando de cabeça após escanteio cobrado por Elias, e ampliando aos 9 e aos 17 do segundo, chutando de dentro da área. Só não fez mais pois saiu machucado. Aos 29, Cristiano chutou rasteiro da entrada da área e marcou o quarto. E aos 44, bola cruzada para Charles cabecear para o chão e abrir cinco gols de diferença. Faltava um para o título pelo saldo de gols. Mas ele não veio.
Já no Barradão, o primeiro zero do placar foi tirado aos 32 minutos de jogo. Ramon foi lançado na grande área e chutou na zaga. Rodrigão pegou a sobra e fuzilou a rede do Dragão. O início do segundo tempo teve um Vitória espetacular. No primeiro lance, Ricardinho foi acionado dentro da área e bateu cruzado no alvo: 2 a 0. Aos 4, o zagueiro Edson falhou e Marquinhos roubou a bola para marcar, não sem driblar o goleiro Vandré: 3 a 0. E aos 12, da grande área, Rodrigão faturou pela vez segunda: 4 a 0. O Itabuna descontou aos 14, em pênalti sofrido por Diogo e cobrado por Lei. E aos 39, contra-ataque e lançamento para Bida, que chutou cruzado para marcar o gol do título.
Em 28 jogos, o Vitória obteve 16 vitórias, 4 empates e 8 derrotas, marcando 46 gols e sofrendo 40.
Cearense: três filmes com três finais iguais
Fortaleza x Icasa atingiu o status de "trilogia". Foi a terceira decisão estadual entre eles. Em 2005 e em 2007, o campeão foi o Tricolor de Aço. E em 2008, o final do filme não mudou: Leão campeão sobre o Verdão do Cariri. Os 4 x 2, no Castelão, ratificaram a conquista, encaminhada com a vitória por 2 x 0 em Juazeiro do Norte.
Mas foi preciso virar o placar para ganhar. Os visitantes saíram na frente aos 9 minutos do primeiro tempo, em chute de longe de Chiquinho. A resposta veio em um golaço de Taílson, aos 22. Ele recebeu antes da entrada da grande área e fuzilou no alvo. Aos 32, Icasa na frente outra vez, agora com Tiago Cardoso, finalizando escanteio cobrado da esquerda. Aos 40, novo empate. Após jogada trabalhada, a bola sobrou na pequena área para Paulo Isidoro chegar nela antes do goleiro.
Embora o empate já desse o título ao Fortaleza, a vontade era de virar para ficar tranqüilo. Isso aconteceu somente no segundo tempo, depois de muita persistência. Aos 28 minutos, Osvaldo dominou na entrada da grande área e aproveitou a subida de um companheiro pela direita para fazer que passaria a bola a ele, dominar e chutar de fora, faturando a vantagem. O quarto gol saiu aos 47. Rômulo chutou em cima do goleiro e passou a sobra para Erandir, que acertou a trave. Na volta, Rômulo voleou e marcou.
Em 28 jogos, o Fortaleza obteve 14 vitórias, 9 empates e 5 derrotas, marcando 59 gols e sofrendo 35.
Alagoano: CSA finda jejum de 9 anos
Depois de 9 anos, o CSA conquistou o título estadual. Ele veio no Rei Pelé com um empate por 2 a 2 com o ASA, a quem havia derrotado nas três partidas anteriores. As duas equipes garantiram as vagas de Alagoas para a Série C do Campeonato Brasileiro deste ano.
Aos 26 minutos do primeiro tempo, Serginho recebeu na área, girou o corpo e chutou para abrir o placar para o Azulão do Mutange. Aos 34, o Alvinegro empatou com Ricardo Boiadeiro, que tirou proveito de bobeada de Júnior e invadiu a área para ir às redes. A virada aconteceu aos 38, com Marielson, que recebeu na intermediária e chutou no lado esquerdo de Gilberto. O empate do título aconteceu aos 3 do segundo, com Jean Carlo, cobrando falta.
Em 24 jogos, o CSA obteve 12 vitórias, 5 empates e 7 derrotas, marcando 42 gols e sofrendo 26.
Amazonense: Holanda, um campeão inédito
Tem campeão inédito. Em sua primeira temporada na divisão principal do Amazonas, o Holanda sagrou-se campeão. O título veio no sábado, no Vivaldão, sobre o Fast. 1 a 0 foi o placar, e Beurik foi o autor da proeza decisiva, aos 10 minutos do primeiro tempo. Foi o terceiro título estadual da equipe de Rio Preto da Eva, que já havia conquistado as Séries C, em 2006, e B, em 2007. O Holanda é recém o segundo clube fora de Manaus a levar o caneco. O Fast está há 37 anos sem levar o título.
Em 17 jogos, o Holanda obteve 9 vitórias, 6 empates e 2 derrotas, marcando 32 gols e sofrendo 14.
Mato-grossense: Mixto campeão, alegria total
O Palmeiras não foi o único clube a terminar um jejum de 12 anos sem títulos estaduais. O Mixto também acabou com esta mesma agonia. A vitória por 1 a 0 sobre o União, no Lutero Lopes, deu ao Tigre da Vargas a conquista, que rendeu também uma das duas vagas do MT à Série C do Campeonato Brasileiro (a outra é do Luverdense, campeão da Copa Governador). O Colorado era o favorito por jogar em casa e pelo empate lhe favorecer.
Custou para o jogo, iniciado às 18h locais (19h de Brasília) ter um andamento estável. Antes do apito inicial, faltou energia por meia hora. A bola rolou e, aos 11 minutos, de novo faltou luz, desta vez por 19 minutos. O único gol da partida saiu aos 5 minutos do segundo tempo, com Evandro. Algum tempo depois, a terceira queda de energia elétrica e mais 16 minutos de paralisação. As três quedas somadas resultaram em praticamente uma hora de atraso no horário previsto para o término.
Em 22 jogos, o Mixto obteve 12 vitórias, 6 empates e 4 derrotas, marcando 37 gols e sofrendo 20.
LEIA ARTIGOS ANTERIORES |
|
|
|
|
|
|
|