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Sexta, 16 de maio de 2008

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PAPO ESPECIAL

Rebeca Gusmão é suspensa por dois anos pela Fina

EDU CESAR
Editor do Papo de Bola

A nadadora Rebeca Gusmão foi suspensa por dois anos pela Federação Internacional de Natação, como conseqüência do doping no Pan do Rio de Janeiro, por índices elevados de testosterona. A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos disse que a suspensão dela, comunicada pela Fina, conta desde 2/11/2007.

Na semana passada, Rebeca havia sido liberada de um dos processos de doping. A Corte Arbitral do Esporte, sediada em Lausanne, avaliou-se incapaz de julgar a apelação feita pela Fina sobre o doping dela no Troféu Maria Lenk, em 2006, não acatando a primeira apelação sobre o caso, o que a nadadora chegou a comemorar.

Com a punição anunciada ontem, ela está fora das Olimpíadas de Pequim - até segunda ordem, já que vai recorrer da punição. Rebeca tem ainda um outro processo contra ela, originado a partir da suspeita de fraude de exames realizados no Pan-Americano, exames estes apontando dois DNAs diferentes.

Breno Tanuri, um dos advogados da nadadora, declarou ao GloboEsporte.com que, enquanto tiver tempo, um pedido de recurso com urgência será tentado. "Geralmente, um caso como esse demora uns oito meses para ser julgado. Mas, se o pedido de urgência for aceito, pode sair em até 60 dias", afirmou.

O rolo envolvendo Rebeca Gusmão começou em setembro do ano passado, quando foi divulgado positivo para um exame feito no Troféu Maria Lenk de 2006, que acusou testosterona exógena. A CAS pegou o caso, a partir de discordâncias entre a nadadora e o laboratório Armand Frappier, em Montreal, dando seu veredicto ontem.

Em 5 de novembro do ano passado, a Fina divulgou outro resultado positivo de anti-dopagem na atleta, com a mesma substância. Nem a contra-prova dando positivo fez Rebeca e José Blanco Herrera, seu médico, deixarem de contestar o laboratório, afirmando até que a contra-prova teria dado inconclusiva.

O caso mais grave ocorreu quatro dias depois, quando dois DNAs diferentes nas amostras da urina da nadadora no Pan foram divulgados. Os exames haviam dado negativo. O Comitê Olímpico Brasileiro entrou no caso e deixou a responsabilidade de investigação para a Polícia. No fim das contas, ninguém foi indiciado.

Em 8 de dezembro, Rebeca Gusmão se declarou inocente em depoimento ao delegado Marcos Cipriano, além de acusar o médico e diretor de dopagem da Odepa, Eduardo de Rose, de persegui-la. Não adiantou. A Odepa retirou dela as quatro medalhas (dois ouros, uma prata e um bronze) conquistados no Pan.

E já em 2008, em janeiro o Ministério Público denunciou a nadadora por falsidade ideológica. O caso foi para a Justiça e está sob os cuidados do juiz Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau, da 27ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. Tanto o processo pode ser suspenso condicionalmente quanto Rebeca pode ser condenada e presa.

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