Marcinho é o goleador do Campeonato Brasileiro. O golaço contra o Atlético Mineiro, quarta-feira, foi o sétimo na competição. Só que fora das quatro linhas o atacante do Flamengo tem pisado legal no tomate. Nas últimas semanas, ele tem sido protagonista de incidentes polêmicos. O mais novo deles aconteceu após o clássico do Mineirão.
Ele foi acusado de agredir uma prostituta no sítio que o goleiro Bruno tem em Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte. Depois do empate por 1 x 1, os dois, mais Diego Tardelli e o quarto goleiro rubro-negro Paulo Victor organizaram uma festa com oito prostitutas contratadas para farrear com eles.
Segundo uma das prostitutas, o problema é que Marcinho queria fazer sexo com ela, que não concordou, sendo então agredida. Bruno teria tentado impedir a agressão, mas sido empurrado. Paulo Victor - que não foi relacionado para enfrentar o Galo - teria tentado defender Bruno e levado um soco de Marcinho no rosto.
A prostituta, que não se identificou, e outra colega denunciaram o caso na Delegacia das Mulheres. Depois disso, elas fizeram exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal. A confusão pegou muito mal, inclusive no aspecto particular. As esposas de Diego Tardelli e Bruno pediram o divórcio.
A delegação do Flamengo voltou ao Rio de Janeiro no meio da tarde de ontem. O destino de Marcinho era incerto até ontem. Seu empresário, Daniel Pereira, informara que o meia-atacante viajara 40 minutos depois dos outros jogadores, tendo retornado ao Rio. Só que a assessoria do jogador dizia que ele seguia em Belo Horizonte.
A delegada Lilian da Silva informou que o boletim de ocorrência será encaminhado para Ribeirão das Neves, onde a confusão se sucedeu, e que a polícia local averiguará o caso. Ela disse que o laudo do IML provará se houve agressão ou não, mas que a prostituta que teria sido agredida apresentava marcas no braço.
Marcinho se envolveu em outras duas confusões recentemente. A primeira foi no dia 29 de junho, após a vitória do Flamengo sobre o Sport. Ele foi acusado de atirar água em torcedores do time pernambucano, sendo surpreendido pela presença de policiais no vestiário flamenguista. No fim, a acusação foi retirada e o jogador foi liberado.
No último dia 2, o goleador teve o nome ligado ao atropelamento de uma motocicleta com duas pessoas na favela da Rocinha, Zona Sul do Rio. O advogado do Fla, Michel Assef, afirmou que o carro estava emprestado a um amigo do jogador, que tem de prestar depoimento nesta segunda-feira na 16ª DP, no Leblon.