O Nacional Masculino de Basquete terá nova administração a partir da próxima temporada. Sábado, reunião na sede do Flamengo, no Rio de Janeiro, teve 20 clubes representados. Eles fundaram a Liga Nacional de Basquete, que cuidará da competição - para tanto, com respaldo da CBB, que dará o suporte estrutural.
O presidente da LNB será Kouros Monadjemi, e o vice, Cássio Roque. Escolha por aclamação determinou sete clubes (Pinheiros, Franca, Paulistano, Flamengo, Brasília, Minas e Joinville) formando uma Comissão Executiva. Reunião na sede do Paulistano, em São Paulo, no próximo dia 2, determinará o regulamento do Nacional.
Kouros declarou ao GloboEsporte.com que os clubes "não podem se omitir e dizer que a responsabilidade é das federações ou da CBB. A responsabilidade é nossa, os erros foram nossos e nós temos que corrigi-los, buscar essa credibilidade necessária para que o basquete volte a ser o segundo esporte, como sempre foi, no Brasil."
O presidente da nova instituição afirma que 16 é o número ideal de clubes para o campeonato. Critérios técnicos vão defini-los. Mas os 20 fundadores podem participar, se apresentarem as condições necessárias. A Comissão Executiva avaliará clubes que não estejam entre os fundadores e queiram participar do Nacional.
Com relação a patrocínios e contratos de TV, serão negociados pelos clubes. Kouros declarou que tem se cometido um erro sistemático de que um evento será vendido após ser feito. "Nós, hoje, temos que estar voltados para o outro lado, para o que o público quer, o que nossos patrocinadores querem, o que a televisão quer..."
Cássio Roque achou "extremamente positivo este movimento de união entre todos os clubes do Brasil para que este seja um campeonato unificado. Isto é um desejo dos clubes de alguns anos e foi conseguido este ano. Não só essa unificação, como ter a gestão do campeonato nas nossas mãos."