Hoje, nessa humilde coluna, gostaria de deixar espaço para um pouco de reflexão.
Grande parte de nós, torcedores, acredita na maioria das vezes em estigmas como o tal do "peso da camisa" e a tradição. Mas isso, a cada dia que passa, vem se mostrando contraditória.
Você pode ter um grande time, que conquiste praticamente tudo, como tivemos boas fases do São Paulo, do Corinthians, do Palmeiras e do Vasco mais recentemente, nos anos 90.
Se jogassem uma final da Eurocopa, Alemanha x Espanha, em quem você apostaria? Na tricampeã mundial ou na seleção que sofria de perder nos momentos mais decisivos? Muitos aqui apostariam, seco, Alemanha, claro. E no fim, o que se assistiu foi um título da Fúria incontestável.
Assim como na Copa do Brasil, onde Corinthians e Sport duelavam e, apesar do Timão estar na Série B, tem muito mais tradição nacional que o seu rival. E o que se viu? Show de Carlinhos Bala, Enilton e título pro Leão da Ilha.
E anteontem, finalmente, talvez a maior surpresa de todas.
Quando o Flu eliminou São Paulo e Boca, muitos da imprensa já diziam que o título era questão de tempo. Afinal de contas, o adversário era o equatoriano LDU, que vinha de vitórias menos expressivas ou pouco convincentes.
No primeiro jogo, em Quito, 4 x 2 para a Liga, e na volta, quando tudo se encaminhava para o triunfo tricolor, eis que a LDU consegue segurar o adversário por 30 minutos finais do jogo normal e toda prorrogação, quando perdia por 3 x 1. E nos penais, o folclórico Cevallos, somado aos penais perdidos, sepultaram o sonho de heróicos tricolores.
Espero realmente que a Seleção Brasileira tenha aprendido essas lições desse ano e não acredite que as cinco estrelas que possui jogarão sozinhas.