Usuários online:

  NOSSAS SEÇÕES
  24 Horas
  Papo de Mídia
  Academia Esportiva
  Papo Especial
  Áudios e Vídeos
  Podcasts de Domingo
  20 Perguntas
  Papo de Orkut
  Sites Parceiros
  Anuncie Aqui

24 HORAS (Edu Cesar)

Entrevista: Isabella Brandão

Entrevista com uma das "mudinhas" da série "A Escolinha do Golias", do SBT, na qual atuou em 1996.

O que passou pela sua cabeça tanto quando começaram as reprises da "Escolinha" quanto ao perceber a popularidade adquirida graças à série?
Isso foi muito engraçado... Tocou o telefone em casa, era minha irmã dizendo "põe rápido no SBT!!!", e não disse mais nada, desligou na minha cara (risos). E eu fui correndo colocar no canal, quando dei de cara com a "Escolinha". Ali fiquei com um misto de alegria e nostalgia. Passou um breve filme na minha mente, e vi como é importante cada minuto de nossas vidas. Daquele elenco já não estavam mais nosso amado Ronald Golias, profissional e amante da arte e do humor, que dispensa comentários. Esse menino Golias, que me matava de rir durante as gravações. E a nossa querida Consuelo Leandro, que sempre me fazia um pedido: "meu amor, você poderia me trazer uma garrafa de água do mar? Sabe que minhas pérolas só estão lindas por causa da água que você me traz". Na época eu morava em Santos, sou nascida lá. Moro em São Paulo somente há dois anos. Então constantemente eu subia a serra com a tal garrafa (risos). Logo em seguida meu telefone não parava mais, eram ligações de amigos e parentes que, assim que me viam, não resistiam em me ligar. Em seguida, foi o Orkut que passou a ser o veículo de comunicação mais acessado. Na época das gravações (96/97) a Internet não era tão popular, e o assédio dos fãs era nos shoppings, restaurantes, bares, danceterias, supermercados, enfim, por onde eu passasse, sempre tinham fãs. Eu adorava, era um carinho gostoso. E nosso termômetro era esse. Só que hoje, com o computador popularizado e o baixo custo do acesso à Internet, além de tantas lan houses espalhadas, você tem um termômetro muito mais quente. O meu profile pessoal foi tão acessado que perdi o controle. Não conseguia mais encontrar alguns contatos profissionais, do meio musical e nem responder a todos. Resolvi então, apagar as mensagens e abrir uma comunidade, "Isabella Escolinha do Golias". É recente, mas consegui controlar (risos). Alguns fãs ainda entram no meu profile pessoal, mas alguns já estão entrando na minha comunidade. Faço questão de responder a todos os meus fãs, e não o faço por obrigação, mas sim com muito carinho, pois o que seria do artista sem os aplausos? Isso tudo é muito gratificante.

Fale um pouco da experiência de atuar ao lado do Ronald Golias.
Foi uma honra! Um colega de trabalho fora de série. Ali, Deus jogou a forma fora. Um "novo Golias", na minha opinião, será muito difícil. Golias era o mestre do improviso. Aprendi muito com isso. No início eu pegava o script, que recebíamos com uma semana de antecedência, e prestava bastante atenção no gancho da minha fala, mas logo na primeira vez em que fui falar, notei que meu gancho não era mais o do texto (risos). Foi aí que comecei a "ler" o contexto, pois só assim poderia trabalhar com Golias (risos). Essa escola não teve preço. As gravações aconteciam com platéia, assim como na "Praça é Nossa". Então, ensaiávamos antes da platéia entrar. E nos ensaios, passávamos o texto, sem muita representação, mais pra ver se estava tudo redondo. Quando a platéia entrava e a gravação começava, aí era uma surpresa pra todos nós. Golias brincava com o texto, Golias era realmente o Pacífico, aluno irreverente, bagunceiro, com uma inteligência lúdica. Uma verdadeira criança! (risos) Eu naturalmente sou uma pessoa extrovertida, dou risada de coisas "bobas". Tenho uma mente lúdica, funciona como um desenho animado, enxergo as vezes coisas onde não se tem o que ver... Todos que me conhecem, sabem que tenho acessos de riso. E geralmente, quem está junto comigo, ri de me ver rir (risos). Imaginem como ri ao lado de Golias... O que o público sentia e sente ao ver Golias contando uma história, eu também senti. A diferença é que ele estava ali, do meu lado, por isso nunca precisei representar a risada. Hoje posso rever meus acessos de riso no ar como se fossem hoje. Uma coisa interessante e valiosa que tinha na "Escolinha" era que dificilmente se voltava uma cena. Tudo era engraçado.

O que você faz atualmente da vida? Continua no mundo artístico?
Vou fazer um breve relato até os dias de hoje. Antes de trabalhar no SBT, fui apresentadora do "Game TV", um programa na TV Gazeta. Na época da "Escolinha" eu também fazia "A Praça é Nossa". Todas nós, "mudinhas", fazíamos o quadro do Explicadinho com o saudoso Rony Rios. Foi daí que veio o convite de Carlos Alberto para fazermos a "Escolinha do Golias". Quando a "Escolinha" saiu do ar, nosso contrato acabou, e eu, particularmente, achei melhor parar com televisão. Trabalhei em seguida com Celso Portioli, um grande amigo na época, no projeto de seu CD. Logo depois resolvi fazer faculdade de Publicidade e Propaganda na Unimonte, em Santos. Nos primeiros meses de faculdade já comecei a trabalhar em agência de publicidade em São Paulo, fui cada vez mais me distanciando da TV. Nesse período conheci meu marido, que também é publicitário, e casei. E com a minha rotina de trabalho muito estressante, optamos por eu parar de trabalhar. Mas a minha veia artística não me deu sossego (risos). Meu marido, dono de uma voz maravilhosa, canta músicas sertanejas como ninguém, então resolvemos compor músicas sertanejas e viramos, também, compositores. Investimos na produção de nossas músicas e começamos esta nova maratona.

Como falamos num site esportivo, pergunto: tens alguma preferência esportiva, mesmo um time do coração?
Claro, como havia dito, nasci e cresci em Santos, amo minha cidade. Meu pais moram perto da Vila Belmiro e por isso eu não poderia ser outra coisa a não ser santista.

 

PAPO DE BOLA - O SITE Desde 2/6/2003 Jogue junto com este time!
Criação, produção e edição: Edu Cesar - E-mail/MSN: papodebola@gmail.com

.