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Árbitro relata ofensas de funcionários do Corinthians e pede escolta policial

09 de abril de 2026 às 13:22Ivan Alves5 min de leitura

id=”section-0″>O ESCÂNDALO NA NEO QUÍMICA ARENA árbitro relata ofensas — . Diniz chega ao Corinthians sem. Santos empata com Cruzeiro naNeste artigo:O ESCÂNDALO NA NEO QUÍMICA ARENA NA PORTA DO VESTIÁRIO O QUE DIZ A SÚMULA O JOGO EM SI A CULTURA DO ÓDIO AO ÁRBITRO O QUE PODE ACONTECER AGORA O SILÊNCIO QUE FALA ALTO
O empate por 1 a 1 entre Corinthians e Flamengo, na Neo Química Arena, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro, já seria motivo suficiente para discussão técnica e tática.


Neste artigo:


Mas o que aconteceu depois do apito final foi de um nível que vai muito além da chuteira. O árbitro Rodrigo José Pereira de Lima precisou de escolta policial para chegar ao próprio vestiário. Sobre árbitro relata ofensas, vale acompanhar os desdobramentos.

Deixa eu repetir isso de outra forma: um profissional designado pela CBF para apitar uma partida de primeira divisão foi cercado por funcionários de um clube e precisou chamar a polícia para se proteger. Difícil até escrever isso sem sentir um certo desconforto. Sobre árbitro relata ofensas, vale acompanhar os desdobramentos.

NA PORTA DO VESTIÁRIO

O cenário envolvendo árbitro relata ofensas segue em evolução.


Segundo o próprio árbitro registrou na súmula oficial da partida, logo após o encerramento do jogo, uma confusão se formou bem na entrada do vestiário da arbitragem. Rodrigo Lima descreveu que foi abordado por pessoas vestindo camiseta do Sport Club Corinthians Paulista. Entre o grupo, dois nomes se destacaram pela intensidade das ofensas: Leonardo Carnevale, gerente de Marcas e Novos Negócios do clube, e Mauro Van Basten, observador técnico do Timão.

Os xingamentos registrados na súmula são diretos e reveladores do nível de descontrole da situação. “Sempre contra a gente, safado, tá de sacanagem”, segundo o que o próprio juiz transcreveu no documento oficial. Palavras que mostram não só a raiva do momento, mas uma percepção de perseguição que, na cabeça de quem gritava, justificava a agressão verbal. A situação de árbitro relata ofensas merece atenção.

Quem acompanha futebol brasileiro há algum tempo sabe que vestiário de árbitro depois de jogo polêmico é território tenso. Mas existe uma diferença enorme entre tensão e agressão. E existe uma diferença ainda maior entre um torcedor anônimo nas arquibancadas e um funcionário identificado, credenciado, com camiseta do clube. Esses homens estavam ali na condição de representantes do Corinthians. E foi exatamente assim que agiram, para o pior. Sobre árbitro relata ofensas, vale acompanhar os desdobramentos.

O QUE DIZ A SÚMULA

O cenário envolvendo árbitro relata ofensas segue em evolução.


A súmula é o documento oficial onde o árbitro registra tudo que acontece antes, durante e depois de uma partida. Suspensões, advertências, incidentes, qualquer fato relevante entra ali. Quando Rodrigo Lima decidiu colocar no papel o que viveu naquela noite, ele sabia muito bem o peso daquilo.

Não se trata de exagero, não se trata de sensibilidade excessiva. Um árbitro que registra em súmula a necessidade de auxílio policial para sair de campo está, na prática, documentando uma situação de risco real. A CBF e o STJD terão de lidar com esse registro de forma séria, porque ignorar seria um precedente horrível. A situação de árbitro relata ofensas merece atenção.

Confesso que fiquei surpreso quando li os nomes dos envolvidos. Mauro Van Basten é um nome conhecido no ambiente do futebol paulista, com trajetória como atleta e agora trabalhando como observador técnico. Leonardo Carnevale atua na área de gestão de marca do clube. Nenhum dos dois é um desconhecido ou alguém que entrou sorrateiramente em uma área restrita. São profissionais que, pelo cargo, deveriam saber exatamente onde estavam pisando e quais as consequências de suas ações. Sobre árbitro relata ofensas, vale acompanhar os desdobramentos. O cenário envolvendo árbitro relata ofensas segue em evolução.

O JOGO EM SI

O cenário envolvendo árbitro relata ofensas segue em evolução.

Antes de falar mais sobre o episódio pós-jogo, vale entender o que aconteceu dentro de campo para que tanta raiva se acumulasse. O Corinthians e o Flamengo fizeram uma partida disputada, tensa, do tipo que o Brasileirão costuma produzir quando dois clubes grandes se encontram com motivações distintas. O empate em 1 a 1 talvez tenha frustrado mais o time da casa, que jogava diante de sua torcida e provavelmente buscava os três pontos para respirar melhor na tabela. O Flamengo, por sua vez, saiu da Neo Química Arena com um ponto que pode ter sabor diferente dependendo do contexto da semana. A situação de árbitro relata ofensas merece atenção.

Em jogos assim, a arbitragem vira alvo natural. Qualquer decisão polêmica nos acréscimos, qualquer lance duvidoso na área, qualquer cartão que pareça desproporcional alimenta a fogueira. A torcida bufa, o banco reclama, os jogadores protestam. Isso é normal. Irritante, mas normal. O que não é normal, e nunca deveria ser tratado como tal, é funcionário de clube perseguindo árbitro até a porta do vestiário e gritando palavrões. Isso passa de protesto para intimidação. Sobre árbitro relata ofensas, vale acompanhar os desdobramentos.

A CULTURA DO ÓDIO AO ÁRBITRO

O cenário envolvendo árbitro relata ofensas segue em evolução.

O problema não é exclusivo do Corinthians. Me parece fundamental deixar isso claro antes que a discussão vire torcida contra torcida. O futebol brasileiro construiu ao longo de décadas uma cultura de hostilidade à arbitragem que beirou a normalidade. Árbitros são xingados em entrevistas coletivas por técnicos renomados, são assassinados moralmente nas redes sociais após cada rodada, são tratados como vilões sistemáticos por torcidas que só enxergam os erros contra e nunca os erros a favor. árbitro relata ofensas continua sendo destaque. A situação de árbitro relata ofensas merece atenção.

Essa cultura produziu um ambiente onde um funcionário de clube acha natural seguir um árbitro até o vestiário para desabafar. Onde alguém credenciado com identificação oficial sente que tem o direito de gritar “safado” para um profissional que está apenas tentando fazer seu trabalho. Não estou dizendo que árbitros não erram. Erram muito, aliás. Mas erro profissional não justifica assédio moral. Nunca justificou e nunca vai justificar.

O que me incomoda especialmente é a frase registrada na súmula: “sempre contra a gente”. Essa percepção de perseguição sistemática é o tipo de pensamento que transforma um erro pontual em motivação para agressão. Quando alguém chega ao ponto de acreditar que um árbitro tem interesse pessoal contra seu clube, qualquer coisa parece justificável. E aí a linha entre protesto e violência fica muito fina.

O QUE PODE ACONTECER AGORA


O STJD terá de analisar o caso com base na súmula. Os dois funcionários identificados podem ser punidos diretamente, e o Corinthians, como clube, também corre o risco de responder pela conduta de seus representantes. O código de disciplina do futebol brasileiro prevê punições para casos de ofensa a árbitros, e a gravidade aumenta quando os envolvidos são pessoas identificadas com o clube.

A questão é saber se o tribunal vai agir com a firmeza que o caso exige ou se vai tratar isso como mais um incidente burocrático a ser resolvido com multa que um clube grande paga sem nem piscar. Porque se a punição for simbólica, o recado que fica é péssimo: funcionários de clube podem intimidar árbitros sem consequências reais. E se esse recado se consolidar, o problema vai se repetir. Em outro jogo, em outro estádio, com outros personagens.

Me parece que o Corinthians também precisa se posicionar internamente. Não basta o departamento jurídico do clube tratar isso como problema do STJD. A diretoria precisa entender que funcionários seus, no exercício de suas funções, protagonizaram uma cena que envolveu polícia. Isso tem peso institucional. Tem peso de imagem. E, principalmente, tem peso ético.

O SILÊNCIO QUE FALA ALTO


Enquanto escrevo este texto, aguardo algum posicionamento público do Corinthians sobre o episódio. Até agora, silêncio. Pode ser que até a publicação deste artigo algo tenha sido divulgado, mas o silêncio inicial já diz bastante. Em casos assim, a velocidade da resposta institucional costuma revelar muito sobre a seriedade com que o clube trata o problema.

Uma coisa é certa: o episódio não vai desaparecer com a virada da página. A súmula está lavrada, os nomes estão registrados, a necessidade de escolta policial está documentada. Rodrigo José Pereira de Lima fez o que qualquer profissional deveria fazer: relatou o que viveu de forma objetiva e oficial. Agora é trabalho das instâncias disciplinares do futebol brasileiro mostrar que esse tipo de comportamento tem custo real.

O futebol brasileiro tem beleza e tem caos. Tem talento e tem violência. Tem paixão genuína e tem excesso que ultrapassa qualquer fronteira aceitável. O que aconteceu na Neo Química Arena naquela noite está no lado errado de todas essas equações. E a resposta do sistema vai determinar se vamos continuar aceitando isso como parte do folclore ou se, finalmente, decidimos que árbitro tem direito de ir ao vestiário em paz.

Fonte oficial: CBF

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