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Robertson deixa o Liverpool no fim da temporada após oito anos

09 de abril de 2026 às 14:37Ivan Alves5 min de leitura

Robertson deixa liverpool — Andy Robertson vai embora. O Liverpool confirmou oficialmente que o lateral-esquerdo escocês não vai renovar o contrato, que termina neste verão europeu, e vai deixar Anfield depois de oito temporadas que renderam praticamente tudo o que um jogador pode sonhar em termos de conquistas coletivas. Confesso que, mesmo sabendo que esse dia ia chegar, a confirmação bate diferente.

Neste artigo:


Robertson virou símbolo de uma era, e ver essa era se encerrar de vez — um a um, jogador por jogador — tem um peso que vai além de qualquer análise fria de mercado.. Robertson deixa o Liverpool no. Porto 1×1 Nottingham Forest: empateNeste artigo:O CONTEXTO DO ADEUS QUEM QUER ROBERTSON O QUE ELE FEZ PELO LIVERPOOL A HERANÇA QUE FICA O QUE ESPERAR DO PRÓXIMO PASSO UMA ERA QUE SE FECHA DEVAGAR

O CONTEXTO DO ADEUS

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Robertson chegou ao Liverpool em julho de 2017, contratado junto ao Hull City por cerca de 8 milhões de libras. Na época, muita gente levantou a sobrancelha. Um lateral vindo de um clube recém-rebaixado, sem grande nome na época, para disputar posição num time que queria se consolidar entre os grandes da Europa? Parecia arriscado.

Jürgen Klopp, porém, sabia o que estava fazendo — e Robertson provou isso em campo, semana após semana, temporada após temporada. Hoje, oito anos depois, sai de graça, como free agent, carregando no currículo uma Premier League, uma Liga dos Campeões, uma Copa do Mundo de Clubes, uma Supercopa da UEFA e uma Copa da Liga Inglesa. Não saiu com as mãos vazias, pode ter certeza. O cenário envolvendo robertson deixa liverpool segue em evolução.

A ironia do momento é que Robertson vai seguir o caminho de Mohamed Salah, que também deixou Anfield sem custo algum nesta mesma janela. Dois pilares do Liverpool de Klopp, saindo de graça, com 32 anos cada. Para o clube, do ponto de vista financeiro, é uma perda total de valor patrimonial. Para eles, individualmente, é a liberdade de escolher o próximo destino sem amarras. O mercado já está movimentado em torno do escocês. A situação de robertson deixa liverpool merece atenção.

QUEM QUER ROBERTSON

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Napoli, Juventus, Atlético de Madrid e Tottenham. Esse é o grupo de interessados que foi identificado até agora, e olha que não é um grupo qualquer. Cada um desses clubes tem suas razões específicas para ir atrás do escocês, e entender cada caso ajuda a montar o quebra-cabeça do que pode acontecer. O cenário envolvendo robertson deixa liverpool segue em evolução.

O Napoli de Antonio Conte está reconstruindo seu elenco com cara de candidato ao Scudetto e precisando de peças de experiência. Robertson encaixaria bem num esquema que valoriza laterais ofensivos com capacidade de jogar em linha alta. A Juventus, por sua vez, busca há anos um lateral-esquerdo de qualidade europeia e nunca conseguiu fechar essa questão de vez. Robertson chegaria como solução imediata, com nome e tradição, mas a dúvida é se o clube torinês tem condições financeiras para bancar o salário que o escocês vai pedir. A situação de robertson deixa liverpool merece atenção.

O Atlético de Madrid tem um histórico interessante nessa novela. O clube espanhol já tentou a contratação no verão passado e Robertson recusou. O que mudou de lá pra cá? Me parece que a decisão de não renovar com o Liverpool modifica o cenário completamente. Quando você está em fim de contrato, as opções mudam de figura. O Atlético de Simeone oferece um projeto competitivo, Liga dos Campeões e uma liga que, apesar de todos os problemas financeiros do futebol espanhol, ainda atrai jogadores de ponta. Sobre robertson deixa liverpool, vale acompanhar os desdobramentos.

Já o Tottenham é o caso mais curioso. Os Spurs vivem um momento de transição, tentando montar um elenco que possa brigar por títulos depois de anos de promessas não cumpridas. Robertson seria um jogador de caráter reconhecido, capitão da seleção da Escócia, com experiência para liderar um vestiário. Só que o Tottenham precisa de mais do que um bom lateral. Precisa de uma estrutura. E aí a pergunta é se Robertson quer embarcar numa reconstrução com prazo indefinido, aos 32 anos. O cenário envolvendo robertson deixa liverpool segue em evolução. O cenário envolvendo robertson deixa liverpool segue em evolução.

O QUE ELE FEZ PELO LIVERPOOL

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Para entender a dimensão da saída de Robertson, vale parar um segundo e pensar no que ele representou dentro do esquema de Klopp. O Liverpool do alemão funcionava num pressing intenso, com laterais que subriam demais, quase como pontas. Robertson era o modelo perfeito disso à esquerda. Cruzamentos precisos, marcação de pressão, capacidade de correr 90 minutos sem dar um passo atrás, assistências em série. Ao longo de suas temporadas no clube, acumulou números de atacante em algumas métricas de criação de jogadas. Sobre robertson deixa liverpool, vale acompanhar os desdobramentos.

A dupla que formou com Trent Alexander-Arnold foi, durante anos, a melhor dupla de laterais do futebol mundial em termos de contribuição ofensiva. Enquanto Trent dominava pelo lado direito com suas bolas de efeito e visão de jogo, Robertson destruía pelo esquerdo na base do gás e da determinação. Dois estilos diferentes, um resultado só: laterais que faziam a diferença nos dois lados do campo. O cenário envolvendo robertson deixa liverpool segue em evolução.

A temporada da Premier League 2019-2020, quando o Liverpool encerrou 30 anos de jejum no campeonato inglês, Robertson estava no auge. Parecia imbatível. Nos anos seguintes, com Klopp ainda lá, houve altos e baixos — incluindo uma lesão no ombro em 2023 que tirou o escocês por boa parte da temporada — mas ele sempre voltou. Com Arne Slot assumindo o comando, Robertson foi utilizado com mais critério, dividindo espaço com Kostas Tsimikas. O grego, diga-se, cresceu bastante e isso também contribuiu para a decisão do clube de não renovar. Robertson deixa liverpool continua sendo destaque. A situação de robertson deixa liverpool merece atenção.

A HERANÇA QUE FICA


Tem algo que me incomoda quando o futebol trata de saídas assim. O discurso oficial é sempre bonito, cheio de gratidão e reconhecimento. O Liverpool vai fazer um tributo caprichado, a torcida vai aplaudir no próximo jogo em Anfield, e tudo vai parecer muito ordenado. Mas a realidade é que, por baixo de toda essa elegância, existe uma frieza comercial. Robertson não renovou porque o clube decidiu que não valia mais o investimento salarial para um jogador de 32 anos com mercado em queda. Não tem nada de errado nisso — é o esporte profissional funcionando como sempre funcionou. Mas é bom não romantizar demais.

O que não muda são os fatos históricos. Robertson foi titular na final da Liga dos Campeões de 2019 em Madrid, quando o Liverpool bateu o Tottenham por 2 a 0. Estava em campo em Doha quando o clube venceu o Mundial de Clubes. Jogou em toda final relevante da era Klopp. Isso ninguém tira. A Kop sabe disso, e quando o escocês pisar no gramado de Anfield pela última vez nesta temporada, a recepção vai ser à altura de tudo o que ele entregou.

O QUE ESPERAR DO PRÓXIMO PASSO


A escolha que Robertson vai fazer diz muito sobre o que ele quer para o final de carreira. Se for para o Napoli ou Juventus, está buscando protagonismo, titular absoluto, última grande vitrine antes de pendurar as chuteiras. Se aceitar o Atlético, está indo para um clube que constrói times para ganhar, mesmo que a LaLiga não seja mais aquela potência de uma década atrás. O Tottenham seria a opção mais arriscada, mas também a mais próxima geograficamente e culturalmente — a Escócia e a Inglaterra têm uma relação histórica e Robertson já vive há anos nesse universo.

A minha aposta pessoal? Acho que ele vai para o Atlético. Simeone sabe usar jogadores experientes melhor do que qualquer outro treinador da Europa. O projeto é sólido, a cidade é atraente, e Robertson já recusou uma vez — o que sugere que a ideia não era ruim, só o timing estava errado. Agora, livre de contrato, com o Liverpool ficando para trás, a equação muda. Claro que pode ser o Napoli, pode ser a Juventus. Mas Simeone e Robertson me parece uma combinação que faz sentido no papel.

UMA ERA QUE SE FECHA DEVAGAR


Com Robertson indo embora, o desmonte do Liverpool de Klopp está praticamente completo. Salah foi. Robertson vai. Fabinho já tinha ido. Henderson já tinha ido. James Milner, foi. A lista é longa. Arne Slot está construindo seu próprio time, com sua própria cara, e o processo é natural — mas ver tudo isso acontecer em sequência dá uma dimensão de quanto aquele grupo foi especial.

Difícil não ter saudade. Aquele Liverpool de 2018 a 2022 era um time que te prendia na cadeira, que jogava num ritmo que poucos clubes conseguiam acompanhar. Robertson era parte essencial disso — não uma peça qualquer, um jogador que definia o estilo. Essa é a verdade simples que fica quando toda a retórica de despedida passa.

Andy Robertson vai para a próxima fase. E o Liverpool, também.

Fonte oficial: UEFA

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